Índice de inflação semanal estabiliza em 0,66%

Em: 19 de outubro de 2010
O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), medido pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), ficou praticamente estável na segunda prévia de outubro, com alta de 0,65% ante 0,66%
O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), medido pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), ficou praticamente estável na segunda prévia de outubro, com alta de 0,65% ante 0,66%

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), medido pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), ficou praticamente estável na segunda prévia de outubro, com alta de 0,65% ante 0,66%. Quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram aumentos de preços em ritmo maior do que na apuração passada. Mas essas altas foram atenuadas por decréscimos nos demais grupos de despesas.
A principal pressão inflacionária continua vindo do segmento alimentício, que apresentou elevação de 1,45% ante 1,41%, com destaque para as hortaliças e legumes (de -3,89 para -2,51%). Em habitação, o IPC-S subiu 0,34% ante 0,33%, sob a influência do reajuste na tarifa de telefone móvel ou celular (de 0,50% para 0,77%).
Em saúde e cuidados pessoais, a taxa atingiu 0,51% ante 0,50%, com reflexo da alta de preço do desodorante (de -0,15% para 0,89%). O grupo transportes passou de uma variação de -0,04% para uma alta de 0,05%, sob a pressão do reajuste do álcool combustível (de 1,47% para 3,14%).
Nos três grupos restantes, houve perda na velocidade de alta: vestuário (de 1,23% para 0,85%); educação, leitura e recreação (de 0,45% para 0,30%), e despesas diversas (de 0,27% para 0,17%).

Acima da média

O coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti, considera que a aceleração na inflação verificada neste mês é mais branda do que se imaginava. Ele avaliou que o índice de outubro tende a ser maior que a taxa de 0,46% do fechamento de setembro, mas não deve ficar em um nível não tão forte como o de 0,66%, registrado na primeira quadrissemana do mês atual.
Picchetti, que trabalhava com uma expectativa de inflação média mensal de 0,40% para os últimos meses de 2010, disse que, apesar da tendência de o resultado de outubro ficar um pouco acima da média aguardada, há possibilidades de uma compensação nos meses seguintes, com o IPC-S registrando resultados um pouco mais baixos. “O número do índice como um todo e as aberturas todas mostram realmente que ele não estava numa trajetória de aceleração tão forte mesmo”, comentou. “O IPC-S vai fechar, provavelmente, acima daquele resultado de 0,40%, que é a média prevista para encerrar o ano na taxa acumulada de 5%. Mas, se ele subir muito agora, ele deve devolver (em forma de taxas menores) nos últimos dois meses do ano”, acrescentou.
O coordenador do IPC-S enfatizou que o grupo Alimentação continua sendo o grande destaque do comportamento da inflação medida pelo indicador da FGV em outubro. Informou que a alta de 1,45% do grupo na segunda quadrissemana (ante 1,41% na primeira medição) respondeu por 0,41 ponto percentual de todo a taxa de 0,65% registrada no período. Dentro da Alimentação, ele chamou a atenção para os comportamentos da carne bovina e do feijão, considerados os maiores vilões da inflação neste mês.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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