Nível deve estabilizar até o começo de 2011, diz Serasa

Em: 19 de outubro de 2010
A inadimplência dos consumidores brasileiros deve se estabilizar até o início de 2011, segundo a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito
A inadimplência dos consumidores brasileiros deve se estabilizar até o início de 2011, segundo a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito

A inadimplência dos consumidores brasileiros deve se estabilizar até o início de 2011, segundo a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor, permaneceu em 94,6 em agosto, o mesmo patamar de julho. O indicador busca antever, com seis meses de antecedência, as oscilações da inadimplência entre os consumidores.
Para os economistas da Serasa, a estabilidade sinaliza que a inadimplência do consumidor tende a se estabilizar, pelo menos até o início de 2011. Os analistas afirmam ainda que eventuais elevações do nível de inadimplência dos consumidores não seriam suficientes para reverter a atual trajetória de crescimento do crédito às pessoas físicas.

Massa de rendimentos

No documento de divulgação do indicador, os economistas destacam que o aumento do emprego e dos salários tem conseguido neutralizar, pelo menos em parte, as pressões sobre os níveis de inadimplência dos consumidores, decorrentes de uma trajetória de expansão do crédito bem superior à massa de rendimentos.
“Cabe ainda lembrar que o pagamento do 13º salário, que ocorre a partir da segunda metade do 4º trimestre, constitui-se também num elemento de mitigação da inadimplência dos consumidores, pelo menos no curto prazo”, assinalaram, no texto da pesquisa.
Entre as pessoas jurídicas, o indicador de perspectiva de inadimplência recuou 2,4% em agosto ante julho e atingiu o patamar de 91,4. Este é o 16º recuo mensal seguido. “A retomada de um ritmo de crescimento mais acelerado da economia brasileira, após a desaceleração observada durante o segundo trimestre de 2010, aliada à interrupção do aperto monetário (aumento da taxa básica de juros) por parte do Banco Central, vem favorecendo a geração de caixa das empresas e, desta forma, contribuindo para a diminuição de seus níveis de inadimplência”, pontuaram.
Este cenário, conforme os especialistas, deverá ainda prevalecer ao longo dos próximos meses, colaborando para a continuidade de recuos graduais dos níveis de inadimplemento das empresas, observam os economistas da Serasa Experian.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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