Indústria contrata menos temporários no polo local

Em: 14 de novembro de 2011
O número de contratações temporárias no PIM para atender a demanda de final de ano caiu 21,7% esse ano
O número de contratações temporárias no PIM para atender a demanda de final de ano caiu 21,7% esse ano

O número de contratações temporárias no PIM para atender a demanda de final de ano caiu 21,7% esse ano. A estimativa do Sindmetal/AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas) e do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) é de que aproximadamente 7 mil trabalhadores tenham sido contratados entre setembro e novembro, enquanto no ano passado, 8,9 mil vagas chegaram a ser preenchidas no mesmo período.
Só em setembro do ano passado, por exemplo, quando o PIM inicia a produção para o natal, foram registradas 7,5 mil contratações temporárias. Já nesse ano, apenas 4,1 mil temporários foram admitidos, redução de 45%, segundo os últimos indicadores de desempenho divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
“Este ano, atipicamente, a contratação de mão de obra temporária está abaixo comparada a outros anos. Entre os nossos clientes, cerca de 800 temporários já foram demitidos até o momento. No ano passado, apenas 240 haviam sido desligados no mesmo período”, contou a gerente geral da Múltipla RH e diretora de novos produtos da ABRH-AM (Associação Brasileira de Recursos Humanos do Amazonas), Lilia Barreto.
De acordo com ela, a diferença foi provocada pela forte fiscalização do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que “obrigou muitas indústrias do PIM a desligarem os temporários e as impediu e contratar mão de obra temporária, mesmo como o aumento da produção de fim de ano”.
O presidente do Sindmental/AM, Valdemir Santana, rebateu que ao contrário da afirmação da gerente, a SRTE- AM (Superintendência Regional do Trabalho) não proibiu a Indústria de contratar, apenas regularizou a situação dos funcionários.
“O que houve foi que se regulamentou a contratação dos temporários para fábricas de produtos específicos. Empresas do segmento de duas rodas e fabricantes de TV tinham temporários de dois anos. Casos assim tiveram que ser efetivados”, explicou.
Para o presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Mariano Félix, a queda ocorreu não por uma diminuição de contratações por parte da indústria e sim pela regularização das carteiras dos funcionários, em decorrência das fiscalizações.
De acordo com Valdemir Santana, mesmo com um número menor, o diferencial desse ano deverá ser a efetivação dos temporários. Segundo ele, dos 7 mil contratados, cerca de 4,9 mil (70%), deverão ser efetivados após o término dos contratos em dezembro.

Perspectivas

O presidente do Cieam, Wilson Périco projetou que o Amazonas deve terminar o ano com a geração de 130 mil empregos no PIM, ente efetivos e temporários.
Já Valdemir Santana, fez uma projeção mais tímida. “Não acho que chegaremos a 130 mil porque tivemos problemas com fábricas de insumos que chegaram a demitir cerca de 1000 funcionários de uma só vez. Por isso aposto em 126 mil empregos gerados”, justificou.
No entanto, ele afirma que para os próximos anos, as perspectivas são melhores. “Se o Amazonas conseguir organizar essa briga com os importados e segmentos específicos como o de componentes, até a Copa podemos alcançar a marca de 150 mil empregos entre efetivos e temporários”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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