Indústria de material de construção entrega estudo sobre impacto das alíquotas do IPI nas atividades do setor

Em: 11 de abril de 2010
Representantes de entidades da cadeia da construção civil entregaram na sexta-feira, 9, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um estudo sobre o impacto no PIB caso sejam mantidas as atuais alíquotas do IPI de materiais de construção
Representantes de entidades da cadeia da construção civil entregaram na sexta-feira, 9, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um estudo sobre o impacto no PIB caso sejam mantidas as atuais alíquotas do IPI de materiais de construção

Representantes de entidades da cadeia da construção civil entregaram na sexta-feira, 9, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um estudo sobre o impacto no PIB caso sejam mantidas as atuais alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de materiais de construção. A desoneração termina em 30 de junho, mas o setor pleiteia a manutenção.
“Não será uma reunião de trabalho e sim um encontro informal no qual vamos mostrar ao ministro através desse estudo os benefícios que serão gerados a partir da manutenção da isenção”, declarou o presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), Melvin Fox.
De acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) a pedido da Abramat, se houver ampliação em 24 meses das atuais alíquotas, a partir de 1º de julho haveria aumento do PIB nacional em 1,34%, a inflação seria reduzida em 0,04%, o déficit habitacional cairia 0,41%, o emprego cresceria 1,27% e a arrecadação, 1,3%.
Conforme a FGV, os investimentos anuais em construção civil decorrentes da segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do “Minha Casa, Minha Vida” serão de R$ 137 bilhões por ano entre 2011 e 2014.
Os aportes, acrescenta o estudo, geração 2,8 milhões de empregos por ano, sendo 1,4 milhão decorrente da segunda fase do “Minha Casa, Minha Vida”.
Fox prevê que o faturamento do setor deve crescer 8,5% ao ano, passando dos R$ 96 bilhões (2009) para R$ 188 bilhões (2016), graças aos dois programas e às obras para adequação à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016.

Redação

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