A empresa A. Soares Ferreira e Cia, que fornece os salgadinhos de milho Squips, projeta retração de 80% na produção de 2007 e a Jack’s da Amazônia, produtora do Milhitos, paralisou suas atividades no PIM (Pólo Industrial de Manaus) no segundo semestre deste ano. Em contrapartida, a fabricante do Mittos, a Ammac, está ampliando sua infra-estrutura e prevê crescimento de 5% nos negócios deste ano.
De acordo com especulações dos empresários do segmento, a fábrica paraense Hiléia planeja instalar em Manaus uma unidade para produzir o Skilhos, principal concorrente do mercado.
O fator impulsionador da elevada queda de 80% nas demanda dos salgadinhos foi a acirrada competitividade com a Ammac e a Hiléia, segundo Armindo Soares Ferreira, proprietário da A. Soares Ferreira. O pacote de Squips é comercializado ao preço de R$ 0,20, enquanto que o valor dos produtos da concorrência variam entre R$ 0,18 e R$ 0,15.
Justificativa
apresentada
O custo do produto não pode ser reduzido devido à onerosa despesa da empresa com a aquisição de embalagens que são trazidas do Estado de São Paulo. No momento, a produção de salgadinhos da fábrica está em situação instável. “Não fazemos mais estoque de Squips, fabricamos apenas para atender uma eventual demanda”, revelou Ferreira. No mês de novembro, a linha dos snacks ficou paralisada. Mas, conforme o executivo, a expectativa é recuperar as vendas dos salgadinhos em 2008.
A fábrica A. Soares Ferreira, que atua há 40 anos em Manaus, gera 35 empregos diretos e 15 indiretos. Além de salgadinhos de milho, a empresa produz café, macarrão e bolachas da marca Lisbomassa. Os produtos são comercializados apenas na praça de Manaus.
A pioneira na fabricação de salgadinhos de milho em Manaus, a Jack’s da Amazônia, suspendeu sua produção neste ano. De acordo com a assessoria de comunicação da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), no mês de setembro, quando foi realizada a última vistoria, a fábrica já estava fechada. “No momento, o cadastro da Jack’s da Amazônia encontra-se bloqueado. O cancelamento das operações ocorreu provavelmente no segundo semestre deste ano”, informou a assessora.
Já a Ammac prevê incremento de 5% no faturamento de 2007, comparando à receita do ano anterior. “A expectativa para 2008 é obter o mesmo índice de crescimento deste ano”, disse o gerente de custo da empresa, José Nacie. A produção mensal da fábrica é de 40 mil fardos de salgadinhos da linha Mittos e 10 mil fardos de pipoca Mitoca. O total de 40% da demanda da empresa é para abastecer o mercado local e 60% da produção é destinada aos municípios do interior e aos Estados de Rondônia, Roraima, Pará e Acre.
Recursos
aplicados
Neste ano, a indústria aplicou recursos na ampliação da infra-estrutura da fábrica de 200 m2 para aproximadamente 400 m2. O executivo não quis revelar o montante investido na expansão do prédio, que teve as obras iniciadas neste mês de dezembro.
“O término das obras está previsto para seis meses ou no máximo um ano”, garantiu Nacie. Atualmente, a Ammac, que está há 16 anos na Zona Franca, gera 70 postos de trabalho, incluindo empregos diretos e indiretos.
A variação dos preços do milho e do alumínio (embalagem) na Bolsa de Valores é o principal problema enfrentado atualmente pela Ammac. “O sobe e desce do valor dessas matérias-primas acaba dificultando um pouco os negócios”, disse Nacie.
A Hiléia Indústria de Produtos Alimentícios, fabricante do Skilhos, foi apontada como a maior concorrente da empresa. Segundo o gerente, há especulações de que a empresa planeja instalar uma fábrica na capital. A indústria paraense está instalada em Belém e possui uma distribuidora em Manaus.
Incentivos
fiscais
O gerente comercial da Hiléia, Benjamin Galvão, não confirmou a informação. “O mercado é bastante dinâmico. Nossa expectativa é de crescimento, uma vez que somos amparados com os incentivos da Zona Franca”, disse. Segundo o executivo, o faturamento mante







