Indústria eleva capacidade produtiva

Em: 6 de outubro de 2010
Após a retomada da atividade em julho, os Indicadores Industriais de agosto, divulgados ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostraram ambiguidade, segundo avaliação da instituição
Após a retomada da atividade em julho, os Indicadores Industriais de agosto, divulgados ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostraram ambiguidade, segundo avaliação da instituição

Após a retomada da atividade em julho, os Indicadores Industriais de agosto, divulgados ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostraram ambiguidade, segundo avaliação da instituição. O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) recuou pelo quarto mês consecutivo, ficando em 82,3% ante 82,5% no mês anterior. Além disso, o faturamento real da indústria caiu 0,3% em agosto ante o desempenho de julho na série dessazonalizada. Em relação a agosto do ano passado, no entanto, o crescimento é de 11,8%.
Apesar da queda na atividade no mês, as horas trabalhadas na indústria aumentaram 0,5% na série dessazonalizada. Em relação a agosto do ano passado, a expansão desse indicador é de 11%. O emprego na indústria também cresceu em agosto 0,8% na série dessazonalizada. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o aumento é 7,4%. De acordo com o documento, com essa expansão o “indicador de emprego acumula 13 meses de crescimento quase que ininterruptos”. Com isso, a massa salarial real em agosto foi 8,5% maior em relação ao mesmo mês em 2009.
Na avaliação do gerente-executivo de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco, o quarto mês consecutivo de queda no Nuci na indústria revela que os investimentos e projetos de ampliação das fábricas continuam em expansão. “O indicador reflete possivelmente a maturação de investimentos e projetos. A indústria está trabalhando com aumento do emprego e das horas trabalhadas, mas o uso de capacidade não está pressionado. Se o emprego está crescendo e o Nuci está estável ou com recuo, isso significa que as plantas tiveram aumento de sua capacidade produtiva”, enfatizou.
De acordo com os indicadores, as horas trabalhadas na indústria aumentaram 0,5% em agosto em relação ao mês anterior, assim como o emprego, que apresentou expansão de 0,8% na mesma comparação. “Crescimento de emprego mostra que há planos de expansão da produção nos próximos meses”, avaliou o analista da CNI Marcelo de Ávila. “Um aumento de 0,8% no mês é bastante intenso, bem acima da média desse indicador. Além disso, todas as vagas fechadas pela crise já foram restabelecidas pela indústria, com um crescimento de 1,7% em relação a setembro de 2008”, completou.

Massa salarial

Apesar do crescimento do emprego e da massa salarial real, que superou em 8,5% o patamar de agosto do ano passado, o rendimento médio do trabalhador continua estável, apenas 1% acima do verificado 12 meses antes. “Mesmo com um mercado de trabalho dinâmico, com crescimento do emprego, isso não traz pressão salarial para o setor”, afirmou Ávila.
Embora a indústria tenha apresentado recuo de 0,3% no faturamento em agosto, Castelo Branco ainda considera que 2010 será um ano de recorde para as vendas industriais. “Os dados do mês mostram que há alguns sinais ambíguos em relação à tendência da indústria, com algumas variáveis em recuo e outras em expansão. Talvez estejamos passando por um ajuste do ritmo da atividade, que a médio prazo deve continuar em expansão”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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