Indústria local supera média do desempenho nacional

Em: 12 de setembro de 2011
Setor de eletroeletrônicos cresceu 16,28% no semestre contra 11% registrado pela Abinee sobre o mesmo período de 2010
Setor de eletroeletrônicos cresceu 16,28% no semestre contra 11% registrado pela Abinee sobre o mesmo período de 2010

Embora a indústria eletroeletrônica brasileira reclame de seu desempenho no semestre, o segmento no Amazonas tem muito a comemorar. Isto porque o resultado estadual ficou acima da média brasileira de 11% registrada pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), em relação a igual período de 2010.
Conforme indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o setor de eletroeletrônicos no Amazonas, exceto os bens de informática, cresceu 16,28% no primeiro semestre, quando comparado a mesmo semestre do ano anterior, com uma cifra de US$ 6,42 bilhões frente aos US$ 5,52 bilhões.
Juntamente com os dados do segmento de informática, a atuação do segmento na ZFM (Zona Franca de Manaus) é bem mais positiva, ao atingir a cifra de US$ 8,54 bilhões. Nos primeiros seis meses do ano passado, esta soma era de ‘apenas’ US$ 7,11 bilhões, um valor 20,07% inferior ao atual. Além do mais, mesmo em comparação ao que foi obtido de janeiro a julho de 2010 (US$ 8,34 bilhões), o saldo dos seis meses de 2011 permanece 2,33% superior.
Segundo o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, embora a performance agrade o PIM (Polo Industrial de Manaus), principalmente quando o segmento eletroeletrônico res­ponde por 32,47% do faturamento total do Polo, ainda não impede que aja reflexos negativos nos próximos meses, em virtude da crise no mercado internacional. “O setor continua mantendo as expectativas, mas é sempre bom se precaver”, analisou.
Azevedo comenta que alguns setores mostraram certa freiada, como a linha branca, o que impediu um crescimento mais elevado. Se depender da decisão do Camex (Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior), de aumentar o Imposto de Importação de produtos como os aparelhos de ar-condicionado do tipo split-system, esta situação deve ser revertida.
A mercadoria terá o tributo aumentado de 18% para 35%. Enquanto isso, o imposto para a importação das partes referentes a unidades condensadoras ou evaporadoras para fabricação destes aparelhos saltará dos 14% para os 25%.
Por meio de assessoria, a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, destaca que os fabricantes de split empregam hoje mais de seis mil trabalhadores, com cerca de R$ 600 milhões em investimentos, e estes números tendem a aumentar nos próximos meses.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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