Inflação de baixa renda fica acima da geral no primeiro trimestre

Em: 15 de abril de 2008
No novo índice, os grupos Alimentação, Vestuário e Transportes possuem maior peso do que no Índice de Preços ao Consumidor geral, enquanto que os outros perdem importância.
No novo índice, os grupos Alimentação, Vestuário e Transportes possuem maior peso do que no Índice de Preços ao Consumidor geral, enquanto que os outros perdem importância.

A inflação para famílias de baixa renda ficou acima da inflação geral no primeiro trimestre do ano, informou na terça-feira a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Segundo o novo índice criado pela instituição, o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), os preços para as famílias que ganham entre 1 e 2,5 salários mínimos fechou o trimestre em 2,2%, enquanto que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu “apenas’’ 1,43%.
No acumulado de 12 meses até março, a inflação da baixa renda também foi mais alta: 5,99% ante os 4,52% do IPC geral.
No trimestre, dos sete grupos de preços pesquisados apenas um teve redução de preços.
Apresentaram altas os grupos Alimentação (4,25%), Educação, Leitura e Recreação (2,86%), Transportes (1,63%), Despesas Diversas (1,5%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,96%) e Habitação (0,75%).
A queda ocorreu no grupo Vestuário (-1,37%).
No novo índice, os grupos Alimentação, Vestuário e Transportes possuem maior peso do que no Índice de Preços ao Consumidor geral, enquanto que os outros perdem importância.
De acordo com os dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), os itens que mais colaboraram para a composição do IPC-C1 são a tarifa de ônibus urbano, aluguel, conta de energia elétrica, botijão de gás, conta de telefone fixo, pão francês, conta de água, cigarros, leite longa vida e carne de frango.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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