Inflação semanal acelera para 0,72%

Em: 17 de novembro de 2010
A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) foi de 0,72% na quadrissemana encerrada em 15 de novembro, informou ontem a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) foi de 0,72% na quadrissemana encerrada em 15 de novembro, informou ontem a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) foi de 0,72% na quadrissemana encerrada em 15 de novembro, informou ontem a FGV (Fundação Getúlio Vargas). A taxa ficou acima do IPC-S imediatamente anterior, referente à quadrissemana finalizada em 7 de novembro, quando subiu 0,67%. Este foi o maior resultado do indicador desde a primeira semana de maio de 2010, quando o índice subiu 0,78%. Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S, cinco apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, do indicador de até 7 de novembro para o índice de até 15 de novembro.
A principal contribuição para a taxa maior do IPC-S partiu do grupo alimentação -cuja inflação acelerou de 1,54% para 1,63% no período. A FGV informou que, entre os alimentos, foram apurados aumentos mais intensos de preços e fim de deflação em produtos importantes no cálculo da inflação varejista, como carnes bovinas (de 4,98% para 6,97%) e frutas (de -0,64% para 0,61%).

Habitação e vestuário

O grupo alimentação não foi o único a contribuir para a taxa maior do indicador. Mais quatro classes de despesa também apresentaram um cenário de inflação mais forte, no mesmo período É o caso de habitação (de 0,21% para 0,24%); vestuário (de 0,76% para 0,86%); transportes (de 0,66% para 0,77%); e despesas diversas (de 0,17% para 0,28%).
Segundo a FGV, o único grupo a apresentar desaceleração de preços, no período, foi o de saúde e cuidados pessoais (de 0,20% para 0,14%). Já o grupo educação, leitura e recreação manteve a mesma taxa de elevação de preços, no período (de 0,18%).
A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 15 de novembro, as elevações mais significativas foram apuradas nos preços de batata-inglesa (11,80%); gasolina (1,66%); e carne moída (8,69%). Já as mais expressivas quedas foram registradas nos preços de mamão da Amazônia – papaya (-7,77%); banana-prata (-8,99%); e manga (-13,10%).
Para o coordenador do indicador da FGV, Paulo Picchetti, os números reforçam a interpretação de que o cenário da inflação no país está “menos confortável” que anteriormente. Ele sugere que os movimentos de altas captados pelo IPC-S não são uma exclusividade do grupo Alimentação, principal foco de pressão dos índices atualmente.
“Eu diria que tem uma mudança de cenário, pois os aumentos estão ficando mais disseminados. O índice de difusão aumentou (de 61,29% para 64,52%) e os grupos, meio que de maneira homogênea, apresentaram altas também. É uma coisa para se acompanhar com mais calma daqui para frente. O cenário não está com a cara que estava há um mês. Devemos prestar uma atenção diferente nestes itens todos, pois não tem tanto espaço para as coisas ficarem folgadas”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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