O coordenador do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), Paulo Picchetti, afirmou ontem que o comportamento do indicador na primeira quadrissemana de junho está em linha com sua projeção de uma taxa de 0,35% para o mês.
O especialista destacou que a expectativa de manutenção do IPC-S no nível atual está associada à permanência dos preços de alimentos em patamar comportado. Ele ressaltou, porém, que sempre há um cuidado em relação aos preços dos alimentos, em virtude da volatilidade dos itens in natura, justamente os que vem colaborando para o grupo mostrar altas menos intensas no começo de junho.
Ontem, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou que o IPC-S registrou alta de 0,36% na primeira quadrissemana de junho ante elevação de 0,51% verificada no fechamento de maio. O resultado representou o menor número para o índice desde a segunda medição de setembro de 2010, quando houve aumento de 0,31%.
Combustíveis ajudam a frear indicador
Entre o final de maio e a primeira quadrissemana de junho, os maiores destaques do IPC-S ficaram por conta da passagem do grupo Transportes do terreno de alta (0,01%) para o de queda (0,48%) e da desaceleração na alta do grupo Alimentação, que passou de uma variação de 0,47% para 0,25%.
Segundo Picchetti, os segmentos que mais ajudaram na desaceleração do IPC-S no período foram os Combustíveis, cuja queda passou de 0,96% para 2,75%; Hortaliças e Legumes, cuja alta passou de 3,08% para 1,92%; e Frutas, cuja baixa passou de 2,23% para 3,34%.
Conforme os cálculos do coordenador, os três segmentos responderam por 0,13 ponto percentual de toda a desaceleração de 0,15 ponto percentual apresentada pelo IPC-S entre o final de maio e o início de junho. Outros destaques citados por ele foram o conjunto de contas que abriga a parte de Condomínios, cuja alta média passou de 0,80% para 0,74%; e o conjunto de tarifas públicas, que saiu de uma elevação de 0,56% para uma variação positiva de 0,44%. Ambos responderam por 0,01 ponto percentual cada da desaceleração do IPC-S.
Na avaliação de Picchetti, enquanto as partes de tarifas e contas tendem a deixar de ajudar aos poucos a composição do índice, o comportamento de queda nos preços dos combustíveis tende a chegar num limite, também ajudando menos no alívio das taxas.






