Estado foi um dos poucos a registrar saldo positivo na passagem de março para abril, segundo o IBGE
Depois de ter recuado 8,9% em março e causar dúvidas sobre as expectativas das fábricas instaladas na ZFM (Zona Franca de Manaus), a produção industrial no Amazonas voltou a avançar em abril. O setor teve uma alta de 5,8% em relação ao mês imediatamente anterior, segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Contrariando o resultado nacional, que registrou uma perda de 2,1% por conta do desempenho negativo em nove dos 14 Estados pesquisados, o Amazonas foi um dos poucos que apresentou dados positivos, ficando atrás apenas do Pará, cujo acréscimo foi de 8,4%.
Além do mais, enquanto em março a produção da região amargou queda de 14,6% quando comparada a igual mês de 2010, resultando no pior desempenho desde 2009, houve uma elevação de 1,9% em abril. Neste caso, o Estado levou a ‘medalha de bronze’, perdendo apenas para o saldo de Espírito Santo (14,2%) e Rio de Janeiro (7,3%).
Embora os números anotados ainda não sejam suficientes para tornar positivo o percentual no acumulado frente a mesmo período do ano passado, o indicador já mostra sinais de evolução, saindo de -2,5% na somatória do trimestre para -1,4% no total do quadrimestre.
Momento de freio
Quanto aos próximos meses, o coordenador de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, esclarece que tudo é bastante circunstancial e, por enquanto, se vive um momento de freio.
Nogueira comenta que houve uma recuperação, principalmente a nível Brasil, mas alguns setores ainda precisam ‘voltar a ativa’, principalmente os de grande destaque, como o de alimentos e bebidas, que registraram decréscimo de 10,66% em confronto a abril do ano anterior, e o de eletrônicos que, embora tenha conseguido um leve crescimento de 0,99% na mesma base de comparação, tem apresentado algarismos negativos desde o início do ano.
Por conta das polêmicas a respeito das MP’s (Medidas Provisórias) e da Reforma Tributária, o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Wilson Périco, afirma que as mudanças podem resultar em muita insegurança para os investidores e risco de impacto nas atividades do Polo, principalmente no segmento de televisores.
Entretanto, o dirigente argumenta que “a redução dos preços desses produtos somados ao melhor nível de renda da população (mais empregos), facilidade de acesso ao crédito e os financiamentos hoje oferecidos continuam mantendo o consumo em crescimento e isso se reflete nas linhas de produção”.






