Depois de concluir com sucesso sua reestruturação de capital, o que permitiu a drástica redução de seu endividamento, a Eucatex apresentou um aumento acima de 15% em sua receita bruta neste trimestre. Uma das maiores e mais tradicionais produtoras de chapas de fibras de madeira e painéis MDP do Brasil retoma assim uma trajetória de bons resultados.
No balanço do terceiro trimestre de 2007, divulgado na quinta-feira, 8, a empresa, que também atua nos segmentos de tintas, pisos laminados, perfis, telhas e substratos agrícolas, apresenta receita bruta de R$ 193,4 milhões, 15,2% acima do registrado no mesmo período de 2006, com o acumulado do ano chegando a R$ 562,3 milhões, 11% mais do que no ano passado. Esse crescimento é fruto principalmente do incremento no volume de vendas no mercado interno, com destaque para tintas (52%), painéis MDP (20%), pisos laminados (8%) e chapas de fibras (9%).
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 25,3 milhões no trimestre, representando alta de 165,8% em comparação ao terceiro trimestre de 2006, com a margem Ebitda passando de 6,8% para 16,4%. No acumulado do ano, o Ebitda teve elevação de 60,9% e atingiu R$ 75,8 milhões.
“Outro ponto a comemorar é o lucro líquido. Com a significativa melhora em seu desempenho operacional e drástica redução nas despesas financeiras, por conta da reestruturação de seu capital, a empresa reverteu uma situação de prejuízo para um lucro de R$ 42,1 milhões acumulado nos nove primeiros meses desse ano”, relatou o vice-presidente-executivo e diretor de relações com investidores, José Antonio de Carvalho. Somente neste trimestre, o lucro líquido da Eucatex atingiu R$ 21,4 milhões, contra um prejuízo de R$ 32,1 milhões no terceiro trimestre de 2006.
Todas as linhas de produtos da Eucatex apresentaram crescimento nas vendas físicas no trimestre, impulsionadas principalmente pelos investimentos realizados nos últimos dois anos e pelas mudanças na estrutura organizacional, visando o aumento de sua participação de mercado.
Além disso, também contribuíram o bom momento do setor imobiliário e do cenário macroeconômico em geral –a redução da taxa de juros, a expansão do crédito ao consumidor e, finalmente, o incremento do poder de consumo.







