Na terceira maior proposição de empregos do ano para o Amazonas, o Codam (Conselho de Desenvolvimento do Amazonas) referendou investimentos totais na ordem de R$ 457,31 milhões nos quais 2.387 postos de trabalho serão criados até 2010.
Entre os projetos, o da Amazonbio e da Vita Derm chamam atenção pela retomada de investimentos destinados à formação do pólo de cosméticos no Estado, aproveitando as vantagens do novo PPB (Processo Produtivo Básico).
O incentivo aos biocosméticos, aprovado em rodada de negociação, no fim de novembro, envolveu além do governo e Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), entidades empresariais locais e do setor de cosméticos interessadas em investir no Estado.
O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, disse que como forma abranger os processos específicos para os biocosméticos, o atual PPB leva em conta a produção a qual são acrescidos princípios ativos da biodiversidade amazônica, ratificando regras economicamente viáveis para a região.
Segundo Loureiro, atualmente, o PPB dos cosméticos que rege toda a produção de higiene pessoal, perfumaria, produtos de beleza em todo o país, obriga que a composição da fórmula do princípio ativo seja entre 20% e 25% assim como o custo de insumos, embalagens e tudo o que estiver agregado ao produto final.
Diferente da versão anterior, a base do novo PPB, segundo Loureiro, prioriza investimentos na região onde se localiza o ciclo produtivo e contempla os setores de celulose, gráficos e de termoplastia. “Todas as embalagens terão obrigatoriamente de ser produzidas no PIM (Pólo Industrial de Manaus). Esse fato por si só já representa um estímulo a vários segmentos, já que vai movimentar a cadeia de produção local de embalagens de papelão ou PET para atender a demanda dos fitocosméticos”, ressaltou.
Na opinião do executivo, a implantação da indústria de cosméticos no PIM oferecerá novas oportunidades para o mercado local atrair empresas interessadas em utilizar matéria-prima da Amazônia, através da oferta de incentivos diferenciados em relação a outras regiões. Embora não tenha citado nomes, Loureiro disse que pelo menos quatro empresas de cosméticos todas da região Sul do país já mostraram interesse em transferir suas linhas de produção para o Amazonas.
“Algumas empresas de fora vinham comprar essências aqui, pagavam um mínimo para o extrativista local e ainda colocavam na embalagem que o produto era fabricado na Amazônia, explorando isso mundialmente. A nossa grande vitória foi conseguir mudar esse conceito e dizer para as empresas do setor ‘já que vocês querem produzir, venham produzir no Amazonas’, fazendo a propaganda que quiserem, mas desta vez sendo verdadeira’. Elas entenderam o recado”, contou o executivo.
Durante a reunião, o governador Eduardo Braga destacou que o incentivo à indústria de biocosméticos tem como uma de suas bases a idéia de estender a cadeia produtiva ao interior do Amazonas. Ele lembrou ainda que insumos como o óleo de copaíba e as essências, utilizados pelas indústrias locais, podem garantir competitividade com os incentivos no âmbito da Suframa.
Em relação à viagem da comitiva estadual pelo oriente, Braga disse que a China não pode ser encarada pelas empresas locais de eletroeletrônicos como rival, mas como potencial parceira nos investimentos do setor de fitocosméticos. “Os setores de eletroeletrônicos chineses vêm se concentrando no Vietnã, porque os chineses, ao contrário do que se possa pensar no Brasil, vêm chamando atenção do mundo para seus investimentos principalmente no setor de cosméticos”, ressaltou.
Braga lembrou a implantação de empresas como a Vita Derm, que pretende diversificar sua produção logo no primeiro ano no Amazonas, onde vai trabalhar com matérias-primas como o guaraná, cupuaçu, andiroba, buriti e maracujá. “Com um projeto de produção da primeira linha de produtos voltados ao segmento, a Vita Derm terá fabricação amazônica e







