A decisão foi atribuída a divergências com o fundador da organização One Laptop Per Child (OLPC -um laptop por criança), Nicholas Negroponte. O divórcio encerra uma relação turbulenta entre a fabricante de chips com sede em Santa Clara, na Califórnia, e o projeto OLPC, que começou a vender, recentemente, computadores portáteis em países da América Latina, África e de outras regiões.
Os dois lados vinham se digladiando sobre o marketing agressivo da Intel em relação ao seu laptop de baixo custo com design próprio em vários dos países que a organização sem fins lucrativos tinha como alvo. O equipamento OLPC usa um microprocessador da AMD (Advanced Micro Devices), concorrente da gigante americana.
Após mais de um ano de conflitos públicos entre a Intel e a OLPC um representante da Intel passou a integrar o conselho da OLPC em julho e a companhia planejava anunciar um novo laptop de baixo custo OLPC com base em um microprocessador da Intel na Feira de Eletrônicos para o Consumo, em Las Vegas, na próxima semana. Mas o representante da companhia saiu do conselho da OLPC e o novo equipamento foi cancelado, de acordo com o porta-voz da Intel, Chuck Mulloy.
Brasil recebeu 50 máquinas da OLPC
Em novembro do ano passado, o fundador da OLPC, Nicholas Negroponte entregou os primeiros 50 laptops de US$ 100 ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Na ocasião, Negroponte disse que os primeiros laptops ainda estavam sendo produzidos a um custo acima de US$ 100, mas afirmou que os preços deveriam cair continuamente até que a meta da OLPC fosse atingida.
O preço atual do produto da One Laptop Per Child gira em torno de US$ 188.







