A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou fevereiro em 0,45%, ante uma taxa de 0,56% em janeiro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam taxa entre 0,35% e 0,50%, e levemente acima da mediana de 0,44% projetada.
No ano, o IPCA acumula alta de 1,02% e, nos 12 meses encerrados em fevereiro, aumento de 5,84%. A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, vai conceder entrevista coletiva daqui a pouco para comentar os resultados.
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) subiu 0,39% em fevereiro, após ter registrado alta de 0,51% em janeiro, conforme dados divulgados pelo IBGE. Com o resultado, o índice acumulou altas de 0,90% no ano e de 5,47% em 12 meses. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.
Pressão
Depois da perda de ritmo em fevereiro, os grupos Alimentação e Transportes devem voltar a pressionar em março a inflação medida pelo IPCA, segundo a LCA Consultores. Ainda assim, a instituição acredita que o IPCA deve fechar março com a mesma taxa registrada em fevereiro, de 0,45%. Em janeiro, o dado cheio subiu 0,56%. A equipe econômica da casa acredita que Educação deve puxar menos o IPCA para cima, já que o período de maior influência do grupo sobre o dado fica concentrado no segundo mês do ano. A taxa de 0,45% no índice cheio ficou acima da variação de 0,40% prevista pela LCA Consultores.
“Projetamos alguma aceleração do grupo Alimentação e Bebidas, em boa medida pela aceleração projetada para os preços de aves e ovos, bem como pelo fato de não esperarmos deflação tão pronunciada em carnes”, avaliou a equipe econômica em relatório enviado à imprensa e a clientes na manhã de sexta-feira (9).
Conforme informou o IBGE, Alimentação/Bebidas e Transportes foram os principais responsáveis pela desaceleração do IPCA em fevereiro. O primeiro grupo registrou alta de 0,19%, ante aumento de 0,86% em janeiro, enquanto o segundo caiu 0,33%, depois de elevação de 0,69% no primeiro mês de 2012. “A representativa deflação em combustíveis (etanol e gasolina) poderá ficar para trás”, apontou o relatório.







