AM entre os mais caros para construir

Em: 12 de março de 2012
Índice aferido pelo IBGE mostra que o Estado manteve-se entre os mais caros, com leve alta sobre janeiro
Índice aferido pelo IBGE mostra que o Estado manteve-se entre os mais caros, com leve alta sobre janeiro

O Amazonas segue como 7º Estado mais caro para se construir. Segundo o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) divulgado na sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o custo médio do metro quadrado no Estado foi de R$ 848,63 em fevereiro. O valor é praticamente o mesmo pago em janeiro (R$ 848,29/m2), registrando leve alta de 0,06%. No entanto, o metro quadrado amazonense está 4,85% mais alto, na comparação com fevereiro de 2011, quando o custo era de R$ 809,33/ m2.
Para o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas), Eduardo Lopes, o aumento não surpreende. “As razões para o aumento na construção civil são sempre sazonais e o preço está sujeito a reajustes em qualquer material de construção ou relacionado com gastos de mão de obra. Como estamos em uma época de chuvas, dessa vez, o resultado foi influenciado pelo preço dos produtos”, explanou.
Quanto à posição no ranking nacional (geralmente variando entre o 7º e o 9º lugar), Eduardo Lopes explica que dificilmente o Estado deixará de figurar entre os mais caros. O custo logístico é apontado por ele como a principal razão. “Outros Estados empregam produtos fabricados lá mesmo, enquanto nós importamos a maior parte de nossas matérias-primas”, justificou.
Produtos essenciais como o cimento e a brita chegam a custar quase 200% a mais. “Enquanto aqui, pagamos R$ 100 no m3 no resto do país, a mesma quantidade custa uma média de R$ 35. Já o cimento, primordial para a realização de qualquer obra é vendido em Manaus por R$ 28 a cada saco de 42,5 kg. Em outros Estados o saco, além de armazenar 50 kg do produto, sai por R$ 22. A diferença é gritante”, criticou.

Materiais

Em fevereiro, foram exatamente os preços dos materiais de construção que puxaram a alta. O produto com maior alteração no preço foi a torneira de metal com 8,8% de aumento, passando de R$ 26,53 em janeiro para R$ 28,87 no mês passado. Em seguida, apareceram o tijolo maciço (7,2% mais caro) e a argamassa para reboco (aumento de 5,1%).
Alguns produtos como a telha ondulada de fibrocimento e a areia grossa registraram redução de 5,4% e 3,1%, respectivamente.
“Tradicionalmente, nessa época do ano, devido às chuvas, as atividades de construção se mantêm num ritmo lento, principalmente as particulares. Isso faz com que o mercado se acomode um pouco, esperando a chegada do sol. Por outro lado, as chuvas trazem percalços para a fabricação de alguns insumos da construção civil, como tijolos cerâmicos, por exemplo”, esclareceu o disseminador de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira.
Os gastos com a mão de obra não apresentaram nenhuma modificação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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