Juiz atropela e mata motoqueiro

Em: 22 de outubro de 2009
O empresário Anderson Jorge dos Santos, 31 anos, morreu em um acidente, na tarde de sexta-feira, dia 16, em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia, no Centro Administrativo, em Salvador
O empresário Anderson Jorge dos Santos, 31 anos, morreu em um acidente, na tarde de sexta-feira, dia 16, em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia, no Centro Administrativo, em Salvador

O empresário Anderson Jorge dos Santos, 31 anos, morreu em um acidente, na tarde de sexta-feira, dia 16, em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia, no Centro Administrativo, em Salvador.
Segundo testemunhas, o juiz Benedito da Conceição dos Anjos, de 62 anos, teria entrado na contramão para pegar um retorno até o estacionamento do TJ e abalroou a moto tripulada por Anderson.
Durante a manobra, o carro conduzido pelo juiz, que é coordenador do Núcleo de Conciliação de Precatórios do TJ, se chocou violentamente contra a moto em que estava Anderson Jorge dos Santos, de 31 anos. Ele saia de casa, na Mata Escura, para trabalhar e morreu na hora.
Ainda de acordo com testemunhas, um grupo de seguranças do Tribunal de Justiça cercou o juiz para evitar que populares revoltados tentassem agredir o magistrado. Ele entrou no prédio do órgão e não foi mais visto. O corpo do motociclista foi encami­nhado ao Instituto Médico Legal. As informações são do jornal Correio da Bahia.
A versão divulgada anteontem, 19, pelo juiz Benedito revoltou familiares e amigos da vítima – segundo o jornal baiano. O magistrado disse que agiu corretamente, e que tudo leva a crer que a moto “estava em alta velocidade”.
Segundo o jornal baiano, Benedito tentava cortar camin­ho na contramão até o estacionamento do tribunal. “O que ele está dizendo é totalmente incoerente. Para chegar ao estacionamento do tribunal da forma correta, o condutor tem que pegar o segundo retorno. Pegando o primeiro, o carro fica perpendicular à pista e fecha quase toda a via”, explicou o irmão de Anderson, Roberto César Lima.
O retorno que o juiz utilizou no momento do acidente foi fechado no sábado, dia 17. A Transalvador, no entanto, nega que tenha bloqueado a pista e não sabe apontar o órgão que realizou a ação.
“O grupo de motociclistas Bombas do Asfalto, do qual Anderson fazia parte, perdeu um dos seus mais virtuosos membros” – refere o Correio da Bahia. O jornal complementa que “Anderson era tido como condutor prudente”. Ele deixou mu­lher e filha de 6 anos.
Os colegas do grupo voltaram ontem (20) ao local do acidente e foram categóricos em afirmar que a manobra que o juiz fez é proibida. “Ele (Benedito) diz que o Anderson estava em alta velocidade porque não foi um parente dele que morreu”, atacou o amigo André Neves. As marcas que ficaram no asfalto indicam que Anderson tentou frear de forma brusca.
Na batida, o capacete utilizado por Anderson rachou ao meio, seu rosto ficou desfigurado e ele morreu na hora. Os Bombas prometem fazer um protesto defronte ao prédio do TJ-BA na próxima sexta- feira.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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