O governo publicou na sexta-feira decreto que regulamenta a nova lei dos portos sem definir todas as regras para a autorização de terminais privados no país.
A nova lei foi aprovada pelo Congresso no mês passado após uma tramitação marcada por polêmicas. Parte dela foi vetada pela presidente Dilma Rousseff.
A regulamentação estava sendo aguardada pelo mercado para definir investimentos em terminais portuários privados fora dos portos públicos, já que a lei mudou a forma de autorização desses investimentos.
Até o ano passado, terminais privados eram autorizados automaticamente desde que cumprissem determinados requisitos. Agora, o governo tem que fazer uma análise e pode ou não autorizá-los.
O decreto com o regulamento estabelece que quem quiser construir seu terminal privado terá que pedir a autorização à Antaq (Agência Nacional de Transporte Terrestre).
Se, em 30 dias após a publicação do pedido não aparecer interessado em construir terminal na mesma área, a agência pode fazer a autorização. Quem for autorizado terá um prazo de três anos para erguer o terminal, prorrogável por mais três.
Caso apareça outra empresa interessada, o decreto determina que a agência tente compatibilizar os dois projetos. Se isso não for possível, haverá uma disputa entre as duas empresas. As regras dessa competição não foram definidas no decreto e caberá à Antaq criá-las posteriormente.
Empresas do setor reclamaram durante a tramitação da lei sobre a mudança no critério de permissão de terminais privados e tentaram revê-la por emendas de deputados, criando uma espécie de autorização automática.
O argumento é que grandes companhias como Vale e Petrobras não necessitariam participar de concurso para fazer seus terminais e que a falta de regras claras poderia inibir investimentos. A presidente vetou a mudança.
Lei regulamentada sem definições
Em: 1 de julho de 2013
Regulamentação estava sendo aguardada pelo mercado para definir investimentos em terminais portuários privados
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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