O leilão de freqüências de telefonia celular de terceira geração (3G) já arrecadou R$ 5,04 bilhões com a venda de 17 licenças em cinco áreas, das 11 regiões que estão leiloadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desde anteontem. Entretanto, o ágio médio de 169,12% sobre o preço mínimo estabelecido, visto no primeiro dia de leilão, não se repetiu nesta quarta-feira, caracterizada por disputas menos ferrenhas e um valor médio mais próximos do estipulado.
Até ontem, com a venda dos lotes da região 1 (RJ, ES, BA, SE) e o primeiro lote da região 2 (Sul, Centro-Oeste e os estados de Rondônia, Acre, Tocantins e Distrito Federal), a Anatel faturou R$ 2,42 bilhões, com um ágio recorde de 273%.
Neste segundo dia de leilão, o maior ágio foi da compra da TIM pelo 4° lote da região 2. A operadora pagou R$ 382 milhões, valor 68,8% maior que o mínimo pedido pela Anatel. Nessa região, Vivo, Claro e Brasil Telecom ficaram com as outras licenças. Essa última comprou a faixa de 15 Mhz, que tem maior capacidade. Essa região rendeu R$ 1,762 bilhão, com ágio médio de 50,88%.
Na região 3, que engloba a Região Metropolitana de São Paulo e os estados de Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima, quem pagou maior ágio (67,7%) foi a Oi, com o valor de R$ 187,5 milhões. Vivo, Claro e TIM, que ficou com a freqüencia de 15 Mhz, foram as outras vencedoras. Esses lotes renderam R$ 759,3 milhões à Anatel com ágio médio de 51,67%.
Já na área 5 (interior de São Paulo, Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), o maior ágio foi de 67,96%, também da Oi. Claro (15 Mhz), TIM, OI e Vivo pagaram um total de R$ 586,8 milhões, ágio médio de 51,67%.
A Telemig, que até então não havia vencido nenhum lote faturou a primeira licença da região do Triângulo Mineiro, por R$ 15,23 milhões, um ágio de 36,02%.
Apesar de ter participado de praticamente todas as disputas, a Nextel não levou nenhuma faixa de freqüencia, apenas inflacionou os preços das licenças. Segundo fontes do mercado, essa estratégia teria razão uma vez que, pagando caro pelas bandas 3G, as operadoras de telefonia teriam menos recursos para brigar no leilão de radio freqüencia, que será realizado em 2008, e tem a Nextel como principal interessada.
Bandas
Em cada uma das quatro áreas vendidas foram oferecidos quatro bandas — J,F,G e I. Nas quatro áreas, a Vivo levou os primeiros lotes, a banda J. Isso já era esperado porque essa freqüência é a única em 1.900 MHz — própria para a tecnologia CDMA, usada pela operadora.
As outras operadoras dividiram o segundo lote de cada área (banda F). Essa banda é a melhor e mais cara, pois tem mais capacidade. A Oi ficou com essa banda na primeira região (RJ, ES, BA e SE), a TIM na Região Metropolitana de São Paulo, a Claro no interior de SP e a Brasil Telecom na área em que já atua (Estados do Sul e Centro-Oeste, Tocantins, Rondônia e Acre).
Diretoria
A espanhola Telefonica anunciou ontem mudanças em sua diretoria. Com a saída do chefe na Espanha, Antonio Viana-Baptista, que alegou motivos pessoais, Guillermo Ansaldo, ex-número dois de Viana numa divisão da antiga estatal, assumirá a função.
Além disso, a empresa promoveu o veterano Julio Linares para o cargo de vice-presidente operacional.







