Lideranças do PT admitem apoiar Ciro

Em: 23 de outubro de 2009
Lideranças do PT passaram a defender publicamente a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo. Ciro lançou seu nome para a disputa pela Presidência
Lideranças do PT passaram a defender publicamente a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo. Ciro lançou seu nome para a disputa pela Presidência

Lideranças do PT passaram a defender publicamente a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo. Ciro lançou seu nome para a disputa pela Presidência. Seu partido, entretanto, pertence à base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -que defende uma candidatura única da base: a da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse que Ciro tem todas as condições para ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes. “Ciro é uma liderança que tem compromisso com o nosso projeto, com o governo Lula. Se ele apoiar a ministra Dilma, o PT de São Paulo tem que deixar as portas abertas. Ele tem todas as condições de ser candidato ao governo de São Paulo. Se apoiar a Dilma, temos todas as condições de apoia-lo. Se o Ciro não for, o PT tem excelentes nomes, como o Palocci, a Marta, o Emídio”, disse Mercadante”.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), pré-candidato petista ao governo de São Paulo, diz que já conversou com Ciro sobre o possível apoio a seu nome na capital paulista. “Eu ontem conversei com o deputado Ciro Gomes e transmiti que, da minha parte, não tenho qualquer objeção que ele venha a disputar se for escolhido de forma legítima pelo PT. Ainda que ele tenha consciência de que hoje é um forte candidato à Presidência”. No entanto, Suplicy admite que o PT ainda trabalha por uma candidatura própria no Estado. “Há uma preferência natural por um candidato do partido, mas não que o Ciro seja um impossibilidade”.
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, disse que não há nenhuma resistência ao nome de Ciro no PT. “Nunca houve. Estamos abertos a esse apoio”.
Para conseguir o apoio de Ciro à pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff, o PT precisa fechar uma aliança com o PSB em São Paulo. Ou seja, abrir mão da candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes e apoiar Ciro.
O grupo de apoio da ex-ministra Marta Suplicy, entretanto, insiste na candidatura própria. No Twitter (microblog), Marta defendeu essa tese hoje ao responder a uma internauta. “Vou ser candidata em 2010, mas estou muito na campanha para que [o deputado petista Antonio] Palocci seja o nosso candidato”, escreveu ela.

Kassab torce por Serra

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), minimizou a manifestação de apoio de parte do DEM à pré-candidatura do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), para a Presidência. Kassab é afilhado político do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que disputa com Aécio a indicação do PSDB para encabeçar a chapa tucana.
“O DEM, legitimamente, tem líderes que entendem que o caminho tem que ser para um lado ou para o outro. Entendo que tem um ‘time’ para definições. Entendo que não é hora do governador Serra examinar essa questão. Ele é governador de São Paulo. Torço para que ele seja candidato. Tenho o maior respeito por ele. Torço por ele. Como brasileiro, queria vê-lo eleito. E tenho respeito pelos que não tem essa opinião”.
Ele afirmou que fará o que puder para que Serra saia candidato. “Serra não é candidato. Torço para que seja. O que puder para fazer, o que estiver a meu alcance, eu farei (para que ele seja candidato)”.
Kassab disse que a aliança do PT com o PMDB não atrapalha a eventual coligação DEM-PSDB para 2010. “O Brasil é um país com dimensões muito grandes. É natural que partidos não tenham uma unidade nacional. Que tenham programas nacionais, mas regionalmente isso não seja reproduzido. Em São Paulo temos uma aliança também natural com o PMDB, explicável e correta. Não vejo incompatibilidade no PMDB ter aliança aqui com o José Serra e nacionalmente”.
Ele rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que relacionou o favoritismo de Serra nas pesquisas ao recall de eleições anteriores. “No caso de Serra não é recall, é a avaliação da população em relação ao seu desempenho e à torcida para que seja presidente”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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