Prorrogação da ZFM e extensão do modelo para a RMM (Região Metropolitana de Manaus) de um lado. Perda de competitividade e de vantagens tributárias de outro. Há poucos dias do final de 2011, representantes da indústria avaliam que apesar do saldo recorde no faturamento e no número de empregos gerados pelo PIM, infraestrutura, logística e competitividade continuarão como os principais desafios para o próximo ano.
“Ano de recordes históricos, de superação de projeções de faturamento e geração de emprego, mas também ano de debate sobre novas alternativas econômicas e articulação para melhorias na infraestrutura física e logística para o segmento industrial”, declarou em nota à impressa, o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva.
O representante da entidade destacou, entre os resultados favoráveis ao estado, a inauguração da Ponte Rio Negro que, segundo sua avaliação, trouxe expansão e ocupação da região metropolitana da cidade, e o anúncio da prorrogação da ZFM por mais 50 anos.
Os dados mais recentes da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) apontam que o polo amazonense faturou US$ 34,28 bilhões até outubro (20,16% a mais do que em igual período de 2010) com crescimento nos 21 segmentos da indústria. Além disso, até outubro, 125.409 trabalhadores estavam registrados no PIM entre efetivos, temporários e terceirizados. O dado representa aumento de 21.759 empregos. No início de 2011
Para o consultor empresarial do PIM, Teruaki Yamagishi, observar apenas o desempenho de faturamento e emprego, no entanto, não é suficiente para uma avaliação completa. “Apesar da alta produtividade e do faturamento, a lucratividade das empresas tem caído bastante. TVs do tipo LCD estão sendo vendidas por pouco mais de mil reais, a diferença é enorme. O motivo claro foi o problema de concorrência enfrentado durante o ano inteiro frente aos produtos importados”, detalhou.
Já para o presidente do Sindmetal-AM (Sindicato Dos Metalúrgicos do Amazonas),Valdemir Santana, o principal gargalo, no que se refere à perdas trabalhistas, foi a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Música, que está aguardando apenas passagem pelo Senado. “Quando aprovada, a PEC causará a demissão instantânea de 8 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. Se o Amazonas não fizer um plebiscito, a bancada amazonense por si só não terá força para agüentar a pressão da classe artística”, esclareceu.
Expectativa
Antônio Silva avaliou também, em nota, que a indústria deve continuar crescendo em 2012, porém de forma mais tímida devido a dificuldades causadas pela crise internacional da Europa e dos Estados Unidos. “Entretanto, continuamos otimistas. As medidas já colocadas em prática e as anunciadas pelo governo federal nos dão esperança no desempenho positivo do PIM”, defendeu.
De acordo com ele, a economia do Amazonas pode ser beneficiada caso o mercado nacional siga em expansão, em razão da demanda do mercado interno.
Ele acrescentou que um dos principais desafios será a luta para a manutenção das vantagens comparativas em relação a outros pólos. “Além da prorrogação, precisamos manter nossa competitividade e atrair novos investimentos. Sem os diferenciais competitivos, nossos custos logísticos se tornam pouco atrativos para os investidores”, concluiu.







