Logística, um desafio permanente

Em: 27 de fevereiro de 2010
Incentivo fiscal não é mais um fator de atração. Hoje, contam as politicas de C&T e infraestrutura como estradas, ferrovias, aeroportos e portos para escoamento da produção
Incentivo fiscal não é mais um fator de atração. Hoje, contam as politicas de C&T e infraestrutura como estradas, ferrovias, aeroportos e portos para escoamento da produção

A Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) começou o ano de 2010 com um grande desafio: manter o ritmo do crescimento industrial conquistado em 2009.
‘’Todos os impactos causados no setor industrial estão sendo ou foram minimizados via contrapartidas da Suframa’’, disse a coordenadora-geral de Estudos Econômicos e Empresariais da autarquia Ana Maria Souza. Segundo ela, a recuperação econômica das empresas, a partir do segundo semestre, estava alicerçada no crescimento da demanda dos dois principais Polos do PIM: o Duas Rodas e o Eletroeletrônico, em especial no Polo Eletroeletrônico, com os produtos de DVD-Player, Auto-Rádio, Home-Theater, Câmaras Fotográficas, Condicionadores de Ar, dentre outros.

Porém, apesar de superar os entraves advindos da retração do mercado e da baixa na produção fabril, a Suframa, ao longo de seus 43 anos de existência, convive com um gargalo de proporções superiores, que é a questão logística.
‘’A política de incentivo fiscal já não é mais um fato de atração como antes. O diferencial competivido, atualmente, nas áreas de livre comércio, concentra-se no eixo logístico e na política de C&T (Ciência e Tecnologia) da região’’, comentou Souza.

Fazer escoar, de forma eficiente, a produção do PIM (Polo Industrial de Manaus) é uma questão de sobrevivência. Muitos projetos idealizados para atender a esse propósito esbarraram em muitos obstáculos, entre eles, questões ambientais, como a construção de hidrovias e da própria BR/319.

Essa dificuldade o Amazonas divide com muitos outros Estados da federação. Tanto que se traduziu na criação, pelo Governo Federal, em 2007, do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), ação que visa estimular o crescimento da economia brasileira, através do investimento em obras de infraestrutura (portos, rodovias, aeroportos, redes de esgoto, geração de energia, hidrovias, ferrovias etc). Início de fevereiro, o presidente Luís Inácio Lula da Silva aumentou os investimentos no Programa, cujo orçamento passou dos R$ 503,9 bilhões, do lançamento em 2007, para R$ 646 bilhões.

O Plano de Aceleração do Crescimento no ambiente da área de atuação da Suframa, informou Souza, tem em execução vários projetos voltados para a infraestrutura regional. No Amazonas são 17 portos em execução e três já concluídos (Tabatinga, São Sebastião do Uatumã e Nhamundá). Em Rondônia está em andamento a construção do porto da capital (Porto velho) e concluída a Ponte sobre o Rio Candeias. Por fim, no Acre, pode-se citar, como obra em andamento, a pavimentação da BR 364 – trecho Sena Madureira-Feijó.

“Dessa forma, há ainda um leque de obras em andamento que uma vez concluídas devem promover a interligação rodo-fluvial e rodoviária da região Norte com o restante do País”, destacou a coordenadora.

Novidades na Infraero
A implantação, no ano passado, do Programa Infraero de Eficiência Logística, em Manaus, é uma iniciativa de vem atender às necessidades logísticas aéreas, especificamente. O propósito é eliminar gargalos e proporcionar ganhos de produtividade às empresas instaladas no PIM. Investimentos de mais de R$ 100 milhões já foram realizados na melhoria da infraestrutura do Terminal de Logística do aeroporto internacional Eduardo Gomes nos últimos anos. O projeto beneficiará as empresas com alta demanda de importação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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