Lojistas de shopping buscam saída

Em: 20 de outubro de 2015
https://www.jcam.com.br/PGA6_2010.bmp

Lojistas tentam minimizar custos de administração com o governo estadual

Na tentativa de ‘driblar’ as dificuldades econômicas e manter o funcionamento das lojas, empresários amazonenses reivindicam melhorias no sistema administrativo do segmento que incluem a reformulação no sistema contratual para uso das lojas inseridas nos shoppings centers e ainda permanência da alíquota de 17% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Em meio ao cenário de reajustes tributários, elevação dos juros, instabilidade da taxa cambial, redução do poder de compra do consumidor, os lojistas, tanto do centro de Manaus quanto dos shoppings centers, enfrentam dificuldades para manter os estabelecimentos com as portas abertas. Hoje, o lojista que busca fazer parte do mix de empreendimentos instalados no Shopping Ponta Negra encontra facilidades contratuais, com valores mais baixos do que os repassados aos empresários que acompanham as comercializações desde a inauguração do centro de compras, em 2013, fato que tem desagradado aos empresários que atuam no shopping há mais tempo.
Os valores das locações inclusos em contrato variam conforme a área pretensa à utilização. Entre as taxas constantes nas cláusulas estão o direito de uso, aluguel, fundo de promoção e condomínio. Estas três últimas são taxas pagas mensalmente.
O sócio-diretor do restaurante Cachaçaria do Dedé, Rogério Perdiz, conta que há algum tempo os lojistas do Shopping Ponta Negra tentam negociar novas condições de pagamentos da área locada. Porém, a direção do shopping, que está localizada em São Paulo, não oferece propostas satisfatórias aos empresários. Ele conta que os novos locatários têm acesso a melhores condições de negociação em comparação aos valores pagos pelos locatários que estão há mais tempo no shopping.
“Os valores estipulados em contrato variam conforme o empreendimento, a área a ser utilizada. Porém, quem firmou parceria com o shopping desde a sua inauguração desembolsa valores que hoje não são cobrados dos novos locatários. Existem empresários que pagam, por exemplo, R$150 mil para usar o espaço, que é o direito de uso, enquanto quem fecha contrato agora não recebe cobranças quanto a este fator. As taxas de aluguel, fundo de promoção e condomínio também são contratados em valores bem menores que os definidos anteriormente”, reclama.
Perdiz ainda relata que devido as variações de valores cobrados aos locatários e dificuldades de negociação com a direção do shopping, alguns lojistas fecharam as portas. Ele afirma que atualmente existem em média 70 áreas disponíveis para locação.
Na tentativa de discutir o problema e elaborar propostas a serem apresentadas à superintendência do shopping, os lojistas promoverão na quinta-feira (22) uma assembleia que acontecerá no mezanino da Cachaçaria do Dedé, às 10h. “O movimento busca fazer uma renegociação. Queremos tornar o shopping mais visitado. As saídas das lojas geram prejuízos aos empresários e o aumento do desemprego. Queremos que a direção ofereça as mesmas condições de contratos a todos”, disse Perdiz.
Por meio de nota, a assessoria do Shopping Ponta Negra informou que a gerência sempre se pautou pela transparência e pelas boas relações com os lojistas, que diariamente têm as portas abertas para quaisquer sugestões ou encaminhamentos de assuntos que dizem respeito às operações no shopping.

Priscila Caldas
[email protected]

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar