Comerciantes do Centro, vítimas do incêndio da última segunda-feira, 19, devem recorrer a financiamentos bancários para amenizar os prejuízos ocasionados pelo fogo, que destruiu lojas entre a rua Marechal Deodoro e a avenida Sete de Setembro.
“É necessário um planejamento adequado observando a necessidade de cada comerciante, sabemos que os prejuízos ultrapassam mais de R$ 20 milhões, mas vamos trabalhar juntos e reerguer o patrimônio perdido. É possível que tenhamos de recorrer a linhas de crédito bancário para reconstruir um novo ambiente de trabalho”, declarou o presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag
Na sexta-feira, 23, algumas lojas vizinhas que estavam fechadas, já estavam funcionando. A previsão dos lojistas é que as ruas sejam liberadas e que o comércio aos poucos volte ao seu ritmo normal nesta semana. Quem tentou fazer suas compras naquele dia, contudo, teve de enfrentar um trânsito mais caótico do que o normal. Pessoas ouvidas pelo Jornal do Commercio informam que o tempo médio de um veículo transitar da rua Leonardo Malcher até a praça da Matriz chegava a 40 minutos durante a tarde, antes do horário de pico.
“O comércio, sem dúvida, foi afetado pelo engarrafamento e pela dificuldade do consumidor parar para comprar. Mas, a área do incêndio deve ser obstruída até por uma questão de segurança. Não queremos que nenhum cidadão se machuque”, ponderou o presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ezra Azury Benzion.
O dirigente não soube mensurar o que o comércio deixou de vender por conta dos transtornos causados pelo incêndio, mas ressalvou que apenas seis lojas no entorno da área atingida pelas chamas foram embargadas. A expectativa dos lojistas, segundo Azury, é que a área retome seu ritmo normal na terça-feira, 27.
Lideranças do setor lamentam o ocorrido. O presidente da Fecomercio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Roberto Tadros, falou que no primeiro momento, é preciso serenidade para resolver os problemas. “Precisamos ser solidários com os comerciantes que tiveram perdas quase que totais de suas mercadorias e também ajudar as pessoas que ficaram sem seus postos de trabalho”, ressaltou.
Funcionários remanejados
Quanto aos funcionários das lojas atingidas pelo incêndio, o dirigente salientou que muitas serão remanejadas para filiais das lojas em que trabalham. Outras, segundo Tadros, devem ser absorvidas por lojas instaladas no comércio do Centro. O presidente da Fecomercio/AM, disse que espera que o contingente de trabalhadores do comércio que se encontra parado seja pequeno, pois assim a absorção será menos complexa.
Tadros mostrou preocupação com o sítio histórico da cidade e disse estar aliviado que o poder público tenha se preocupado em preservar a fachada do prédio. “Concordo plenamente com a decisão de preservar, precisamos ter consciência da importância e do valor de nossos monumentos históricos”, asseverou.
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, é da mesma opinião e concorda que ainda é cedo para avaliar os prejuízos existentes. “Não temos dados concretos para análises, sabemos apenas que foram muitos, e lamentamos que tenha ocorrido, existe uma apuração, e em poucos dias saberemos o quanto se perdeu”, finalizou.







