As obras na Djalma Batista ainda não começaram, mas a prefeitura já enfrenta os primeiros problemas referentes ao projeto de revitalização da avenida. Em reunião realizada ontem na CDLM (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), o Diretor-Presidente do Implurb (Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano), Roberto Moita, apresentou os detalhes das obras para comerciantes da Djalma e foi duramente questionado.
Segundo Moita estão sendo enviados convites para os lojistas para que sejam realizados encontros para que seja dialogado caso a caso. Os lojistas devem cumprir um espaço mínimo de 3 metros entre o estabelecimento e a calçada. Para os que desejarem possuir estacionamento próprio essa distancia deverá comportar 8 metros, sendo 5 metros para o estacionamento.
O diretor da empresa Fulltec, Willian Ranalli, questionou a ideia da prefeitura e reclamou que não está havendo o diálogo sugerido pela Implurb, mas sim uma imposição. “Não me notificaram nada e nem todos imóveis tem espaço para ser feito o recuo pedido. Viemos aqui para que nos comunicassem o projeto, não temos voz ativa. Não está havendo o diálogo. Está muito vago e vamos ser prejudicados com certeza”, reclamou. Segundo Willian nem todos os lugares possuem estacionamentos próximos ou espaço suficiente para executar o recuo solicitado.
A gerente administrativa da loja Brinkelândia, Edjane Rodrigues, também reclamou que deveria haver mais mobilidade quanto aos 3 metros. Segundo Edjane sua loja possui estacionamento, mas para se enquadrar às exigências terá que perder o estacionamento ou passar por uma reforma. “Isso preocupa, pois não é um gasto tão baixo para reformar. Se perder o estacionamento perco muitos clientes. Acho que essa posição deveria ser revista e ser mais maleável”, opinou.
Moita rebateu as críticas alegando que muitos comerciantes não querem sair das suas zonas de conforto e ressaltou que a distância mínima de 3 metros está na lei de n°665, de 23 de julho de 2002 e quem quiser o estacionamento deverá buscar se adequar. “Quando precisamos fazer mudanças e mudanças não puramente estética, que vai mexer de uma forma mais estrutural na vida de uma rua como é a Djalma, isso tira alguns da zona de conforto. Mas o programa vai trazer benefício pra todos indistintamente. Os que estão na posição de maior irregularidade irão ter que investir um pouco mais e fazer seu ajustamento”, reiterou.
Outro ponto bastante questionado por lojistas diz respeito a carga e descarga de mercadoria das lojas. A Implurb informou que ainda estão sendo feito estudos para verificar de que forma essa questão pode ser resolvida. “Acredito que estabelecer alguns horários fora do comercial seja uma saída, ainda estamos verificando isso”, respondeu Moita.
Reuniões com lojistas começam hoje
As conversas definitivas com os lojistas devem começar às 8h.Cada lojista disporá de meia hora onde se definirão as adequações que cada um terá que fazer. “As primeiras reuniões começarão nesta quinta-feira (25). Tem um tom de decisão. É um menu: quer o estacionamento de conveniência? sim ou não? Se sim tem que assinar um termo de comparecimento e de compromisso do ajustamento. Quem não assinar a prefeitura toma a decisão e não terá estacionamento” explicou Moita.
O presidente da CDLM, Ralph Assayag, pediu o apoio dos lojistas presentes ressaltando que é uma obra coletiva e criticou os lojistas que não estão dispostos a fazer investimentos em prol da melhoria da via. “Se não quer fazer um investimento que vai ajudar a aumentar as próprias vendas nem deve ser considerado lojista. Isso vai acontecer e vamos ter que nos adaptar pelo bem comum”, ressaltou. O presidente da FCDLM (Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ezra Azury Benzion, também reiterou seu apoio às obras “o comércio da região crescerá muito com esse esforço coletivo”.







