O lucro líquido da companhia aérea GOL Linhas Aéreas Inteligentes teve uma queda de 78,7% no terceiro trimestre, ficando em R$ 49,416 milhões, contra R$ 232,232 milhões no mesmo período de 2006, segundo dados divulgados pela empresa ontem.
No período de janeiro a setembro também houve queda: o lucro líquido da empresa foi de R$ 298,068 milhões, uma queda de 39,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro chegou a R$ 491,079 milhões.
A receita operacional líquida da GOL, no entanto, foi de R$ 1,285 bilhão no terceiro trimestre, um crescimento de 18,6% em relação ao terceiro trimestre de 2006, quando o resultado foi de R$ 1,082 bilhão. Já entre janeiro e setembro, a receita foi de R$ 3,477 bilhões, contra R$ 2,790 bilhões no mesmo período do ano passado (alta de 24,6%). Os resultados são relativos à contabilidade segundo os padrões contábeis brasileiros (BR Gaap).
Preços acessíveis
Apesar desse resultado, a GOL comemora a marca de 70 milhões de passageiros transportados a dois meses de completar sete anos de operações. A companhia começou a operar em 15 de janeiro de 2001, com o objetivo de proporcionar transporte aéreo seguro e de qualidade a preços acessíveis para uma parcela maior da população.
A GOL opera com o chamado ciclo virtuoso: custos menores possibilitam a oferta de tarifas mais baixas e estimulam a demanda. Consequentemente, as taxas de ocupação são maiores e resultam num crescimento sustentado. Desde que entrou no mercado, o perfil da aviação nacional mudou. As tarifas médias dos vôos domésticos praticadas no Brasil foram reduzidas em 29% e cerca de 7 milhões de passageiros viajaram de avião pela primeira vez com a GOL.
“É uma vitória para a GOL transportar 70 milhões de pessoas em pouco menos de sete anos. O nosso modelo de negócios permite a oferta de passagens a preços competitivos, atraindo um público que não era usuário do transporte aéreo e, assim, quebrando sucessivos recordes de performance da aviação brasileira”, afirmou o Tarcísio Gargioni, vice-presidente de Marketing e Serviços da companhia.
Destinos domésticos e internacionais
Quando seu primeiro vôo decolou, a frota era composta por seis aeronaves e voava para sete destinos. Hoje, opera com 77 aviões Boeing 737 para 58 destinos, sendo oito no exterior (América do Sul). Em 21 de novembro, a GOL começará a voar para o seu mais novo destino: São José dos Campos, São Paulo. A rota terá frequência diária e conectará o Vale do Paraíba, importante região econômica do país, às demais localidades atendidos pela GOL.
Companhia vai aceitar bilhetes da BRA
O presidente da GOL Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, garantiu ontem que a empresa aceitará bilhetes da companhia aérea BRA enquanto for necessário -especialmente os de retorno. Ele justificou a medida com o risco de quebra da confiabilidade do sistema aéreo brasileiro.
“Iremos endossar os bilhetes da BRA, especialmente os de retorno, para manter a confiança dos consumidores no sistema aéreo”, disse durante a teleconferência de resultados da empresa no terceiro trimestre deste ano.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) recomendou às companhias aéreas em operação -em especial Gol e TAM- que aceitem bilhetes da BRA em seus vôos conforme a disponibilidade de assentos.
Porém, disse Constantino Júnior, a agência reguladora não deu nenhuma garantia em relação ao pagamento destas passagens.
Perguntado sobre o risco da BRA não realizar o pagamento, Constantino Júnior não mostrou preocupação. “Temos a expectativa de que a BRA honre o pagamento”, disse. Desta forma, a empresa acredita que esta aceitação não trará prejuízo.
Passagens vendidas
A companhia aérea BRA confirmou ontem que vendeu 70 mil passagens até o dia 30 de março de 2008. A assessoria de imprensa da companhia afirmou que a acomodação de passageiros com bilhetes comprados em aviões de outras companhias partirá de acordos com a Anac e demais emp







