O banco de investimentos americano JPMorgan Chase anunciou que obteve lucro de US$ 2,37 bilhões no primeiro trimestre do ano, com queda de 50% sobre o mesmo período do ano passado. As receitas ficaram em US$ 16,9 bilhões.
Apesar do resultado ser menor do que o do mesmo período de 2007, o banco surpreendeu positivamente os analistas. O lucro por ação ficou em US$ 0,68 por ação, enquanto que o mercado apostava em US$ 0,64. O banco -que recentemente adquiriu o quase falido concorrente Bear Stearns- ainda anunciou que fez uma provisão de US$ 5,1 bilhões, sendo US$ 2,5 bilhões para reforçar suas reservas e US$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com seu portfólio de financiamentos, em especial os relacionados ao crédito imobiliário de alto risco (“subprime’’).
O executivo-chefe do JPMorgan, Jamie Dimon, disse em comunicado que o banco espera que a economia americana permaneça fraca e que o mercado creditício continue debaixo de turbulência.
“Esses fatores têm afetado, e devem continuar a dar impacto negativo, em nossas perdas de crédito e em todos os volumes de negócios e lucros -possivelmente até o final do ano, ou mais’’, disse. “Porém, estamos preparados para gerir essa parte de queda no ciclo econômico, dando força à nossa liquidez, reservas de crédito, capital e margens de operação, levando nossa companhia à uma posição de sucesso para o futuro.’’
Depois do colapso de crédito, o JPMorgan não ficou totalmente imune às perdas, mas se manteve saudável se comparado aos principais concorrentes. Essa saúde lhe permitiu, por exemplo, comprar o Bear Stearns no mês passado.
Crescimento
da indústria
A produção industrial americana teve um crescimento de 0,3% no mês de março ante um declínio de 0,7% em fevereiro, segundo o Federal Reserve (banco central dos EUA). Analistas do setor financeiro estimavam um incremento de somente 0,1%. Na comparação com o mesmo período em 2007, a produção de março deste ano foi 1,6% inferior.
A taxa de utilização da capacidade instalada subiu 0,2 ponto percentual, para 80,5%. A produção de bens de consumo ficou estável, enquanto o segmento de material de construção teve declínio de 0,2%.
O setor de bens de consumo foi prejudicado por uma queda na produção de itens duráveis, num reflexo da greve nas fábricas de itens para carros, o que foi compensado pelo aumento nas vendas de produtos eletrônicos, entre outros.
A produção de manufaturados cresceu 0,1% em março após uma retração de 0,5% em fevereiro. Sem considerar o segmento de motores e componentes para veículos, o crescimento foi de 0,7%, bastante distribuído entre os demais setores.
Construção de casas
A construção de novas casas nos Estados Unidos caiu em março ao seu menor nível em 17 anos, informou hoje o Departamento de Comércio americano.
Na comparação com março do ano passado, a construção de novas casas recuou 11,9%, a um volume anual de 947 mil unidades.
O resultado ficou abaixo do esperado pelos analistas. Eles apostaram em um volume de 1,02 milhão de unidades.
As permissões para novas construções também caiu em março. Ficaram 5,8% menores sobre o mesmo mês de 2007, para 927 mil unidades. É o índice mais baixo desde abril de 1991.
A queda nas permissões sinaliza que se manterão por mais algum tempo os problemas na indústria imobiliária.
Com a desaceleração na economia, o setor prefere adiar novos lançamentos, à espera de uma recuperação tanto do crescimento econômico como do preço das casas.







