O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve promover uma reunião ministerial no próximo dia 24. Interlocutores do governo informaram que o objetivo do presidente é analisar os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira. Inicialmente, serão convocados os 37 ministros e a idéia é fazer uma exposição geral sobre as medidas adotadas pelo governo.
A reunião ministerial de novembro será a terceira realizada apenas este ano. Interlocutores do governo informaram que estão previstas avaliações dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), além do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Antes da conversa com os ministros, o presidente terá participado da reunião do G-20 -países em desenvolvimento-, em São Paulo. Também já terá conversado com o atual presidente dos EUA, George Bush, sobre os impactos da crise e as decisões mundiais definidas relativas ao tema. A última reunião ministerial, realizada pelo presidente, foi em junho. Na ocasião, o tema que ocupou a maior parte do tempo as discussões foi a participação dos ministros nas campanhas municipais. Inicialmente, Lula pensou em vetar a participação de alguns de seus assessores diretos, depois recuou e acabou autorizando que fizessem campanhas. Vários ministros defenderam a participação ativa dos assessores diretos de Lula nas campanhas, entre eles, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça) e Hélio Costa (Comunicações). Os três participaram ativamente de campanhas, mas não conseguiram eleger seus candidatos. Dilma e Tarso fizeram campanha no Rio Grande do Sul para a candidata do PT à Prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário, enquanto Costa lançou candidato próprio pelo PMDB a Belo Horizonte, Leonardo Quintão. Rosário foi derrotada por José Fogaça (PMDB) e Quintão perdeu a eleição para Márcio Lacerda (PSB).
Aécio é comparado a Alckmin
O vice-presidente nacional do PT e assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, ironizou hoje o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Segundo ele, “Aécio repete com mais charme” o que diz o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). “Também com menos charme seria impossível”, disse o assessor, referindo-se ao paulista. Garcia se referia à suposta falta de propostas de Aécio e Alckmin. Para ele, ambos defendem o mesmo discurso baseado no “choque de gestão”. Segundo o assessor, se o governador mineiro mantiver esse discurso “pode ser eletrocutado”.
“O governador Aécio não disse a que veio em relação aos problemas do país. O governador Aécio acha que a solução dos problemas do país é choque de gestão, repetindo com mais charme o que fez o Alckmin até porque com menos charme seria impossível”, afirmou Marco Aurélio Garcia.







