Manaus Ambiental rebate críticas

Em: 16 de novembro de 2012
Segundo Bianchini, a empresa iniciará imediatamente as obras necessárias para a interligação do Proama ao sistema municipal tão logo seja oficializado o acordo envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus
Segundo Bianchini, a empresa iniciará imediatamente as obras necessárias para a interligação do Proama ao sistema municipal tão logo seja oficializado o acordo envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus

A empresa Manaus Ambiental, concessionária responsável pelo abastecimento de água na cidade, está mais do que pronta para solucionar em definitivo o problema referente ao desabastecimento de água da capital a partir da interligação do Proama (Programa Água para Manaus) ao sistema municipal de abastecimento de água. Quem garante é o diretor-presidente da empresa, Alexandre Bianchini, em entrevista ontem (14) ao Jornal do Commercio.
Segundo Bianchini, a empresa iniciará imediatamente as obras necessárias para a interligação do Proama ao sistema municipal tão logo seja oficializado o acordo envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus. Ele informa que, durante audiência pública realizada na última segunda-feira (12) na Assembleia Legislativa, a Manaus Ambiental prestou todos os esclarecimentos possíveis relacionados à questão.
As obras sobre a interligação compreenderão investimentos da ordem de R$ 30 milhões e sairão exclusivamente dos cofres da empresa. “Colocaremos novas bombas e uma série de coisas importantes para o sucesso do empreendimento. Desde o primeiro momento em que Governo do Estado e Prefeitura se entendam, nossa empresa estará pronta para integrar o Proama ao sistema de abastecimento de água de Manaus”, detalha Bianchini.
Ao contrário do que disseram ao JC os deputados José Ricardo Wendling (PT) e Marco Antônio Chico Preto (PSD), que colocaram em xeque o posicionamento da empresa quanto ao Proama, Alexandre Bianchini destaca que a Manaus Ambiental sempre esteve disposta a operar com o empreendimento estadual, avaliado em R$ 333 milhões. “No momento em que houver a oficialização do acordo, a Manaus Ambiental já começará a produzir água utilizando o Proama e estará resolvido o problema de água na cidade”, assegura.
Com o Proama em funcionamento, não apenas as zonas Norte e Leste, mas toda a cidade de Manaus estará abastecida, indica Bianchini. “Já estamos com o nosso planejamento pronto, estamos com o pessoal capacitado. A questão é só Governo Estadual e Prefeitura se entenderem. Nós não somos problema, somos solução”, enfatizou.

“Empurra-empurra”

Conforme o diretor-presidente da Manaus Ambiental, a empresa respeita as manifestações do governador Omar Aziz e do prefeito eleito Artur Neto, logo após o segundo turno das eleições municipais, em favor da resolução urgente da crise de água na cidade. Ele acha que agora o jogo de “empurra-empurra” entre os poderes públicos chega ao fim, com final feliz para a cidade.
Conforme dados do Instituto Trata Brasil, 5% da população manauense não tem fornecimento contínuo de água. A situação é mais grave na Zona Leste. Números do Instituto indicam Manaus em 82º lugar no ranking do abastecimento de água e coleta de esgoto entre as 100 maiores cidades brasileiras. Localizada na maior bacia hidrográfica do mundo, Manaus sofre com o desabastecimento de água, drama que atinge cerca de 100 mil pessoas.
A Manaus Ambiental atua na cidade há quatro meses, quando assumiu o controle acionário da antiga empresa Águas do Amazonas, após falta de acordo sobre investimentos e não cumprimento de metas estabelecidas durante o processo de privatização, em 2001. Na reta final da campanha política municipal o governador Omar Aziz determinou a distribuição gratuita de água nas estações do Proama.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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