Aumento de receita, 52.022 ações realizadas em quatro anos, identificação de ruas, revitalização de praças, realização de concurso público e elaboração do novo Plano Diretor de Manaus: este é um resumo das ações desenvolvidas pelo secretário Manoel Ribeiro a frente ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb). Em conversa com o Jornal do Commercio o titular defende que Manaus assuma o papel de principal destino turístico do país após a Copa de 2014. Ele também falou sobre os desafios e avanços e fez um balanço geral de sua gestão.
Jornal do Commercio – Quais foram as principais dificuldades e os principais avanços de sua gestão frente ao Implurb?
MR– A principal dificuldade foi tentar mudar a cultura do nosso povo de desobediência às leis, à ordem, e à disciplina. Esta foi a grande dificuldade. O grande mérito que eu tive, acho, foi tentar, dentro daquilo que era possível da melhor maneira, vender para a população a ideia de que Manaus já não é mais uma província, mas uma metrópole. Como tal, tem seus problemas, mas a população tem que se conscientizar que não mora em uma província, mora em uma metrópole.
JC – Este ano o Implurb elaborou o novo Plano Diretor da cidade de Manaus, que estabelece as diretrizes que vão nortear o crescimento da capital para os próximos 10 anos. O senhor ficou satisfeito com o resultado?
MR – Fiquei, fiquei satisfeito. Não fiz tudo aquilo que eu queria, mas fiz tudo aquilo que podia.
JC – E como o senhor deixa a pasta para o seu sucessor?
MR – Eu deixo a pasta com uma receita que saiu de R$ 790 mil, e estou entregando a pasta com uma receita de R$ 16 milhões por ano. Quer dizer, houve um crescimento de 2.000% na nossa receita em função das ações do Implurb. O Implurb, na minha gestão, não foi apenas um órgão de planejamento, mas foi um órgão de planejamento e ação.
JC – Pensando nisso, existe a possibilidade de o senhor permanecer no cargo na gestão Arthur Neto?
MR – Não, não. Não tenho essa ideia, até porque seria um peso muito grande para eu carregar. Nesses três anos, apesar de eu ter vivido bons momentos, também tive maus momentos, momentos de desânimo, momentos muitas vezes de tristeza…
JC – Quais momentos foram esses, secretário?
MR – É com relação a alguns objetivos que eu não consegui alcançar, dentro daquilo que eu me propus. Ou seja, fazer obedecer ao Código de Postura, fazer a população se conscientizar que Manaus é hoje uma cidade que tem problemas, mas também tem muitas qualidades e que, sobretudo, precisa se tornar urgentemente um dos principais polos turísticos do Brasil. Nós precisamos ter isso como um acervo, como uma forma de fazer com que a Copa do Mundo possa deixar algum legado para nós. Acho que o único legado que a Copa do Mundo vai deixar para nós é transformar Manaus no principal polo turístico do Brasil, porque o próprio nome Amazônia já carrega um marketing mundial e respeitado nos quatro cantos do mundo.
JC – Qual é o balaço que o senhor faz desses quatro anos?
MR – O balanço que eu faço é um balanço positivo. Eu diria que foi bom, dentro daquilo que nos propusemos. É como eu te falei anteriormente: eu não fiz tudo aquilo que eu queria, mas fiz aquilo que podia. Consegui criar, dentro do Implurb, um espírito de equipe que me ajudou muito a atingir as metas que foram propostas.







