O Amazonas contabiliza 3.941.175 pessoas e 1.307.114 domicílios, no levantamento preliminar do Censo 2022. Com isso, a média de moradores por domicílio foi de 3,64. Com os novos números, a população do Estado passou a representar 1,44% do total da população brasileira. O crescimento geométrico populacional verificado no Estado, foi de 1,03%, entre os Censos de 2010 e 2022. A taxa ficou abaixo da alcançada pela média nacional, que saltou de (190.755.799) para (203.062.512) pessoas, apresentando incremento de 6,5%.
Em contraste, Manaus escalou 14,5% em termos de população, somando 2.063.547 (2022) contra 1.802.014 (2010). É o segundo município com maior índice de crescimento, na lista dos 20 maiores do país, além de contabilizar a sétima maior população do Brasil. A capital amazonense possui 52,3% da população do Amazonas e densidade demográfica de 180,93 pessoas por quilômetro quadrado. No interior, as maiores taxas de expansão demográfica vieram de Iranduba. Os dados foram divulgados nesta quarta (28), pelo IBGE, e são os Primeiros Resultados da População e Domicílios, operação encerrada em 28 de maio.
O Sudeste concentra 42,70% do contingente populacional do país. Na sequência estão as regiões Nordeste (26,95%), Sul (15,25%), Centro-Oeste (7,89%) e Norte (7,20%) – que vem aumentando sua fatia. Entre os Estados, São Paulo (44,4 milhões de habitantes) e Roraima (636.300) ficaram nos extremos. A menor taxa de crescimento anual ficou no Rio de Janeiro (+0,03%). A alta populacional de Manaus em 12 anos só foi menor do que a de João Pessoa/PB (+15,3%). As menores variações entre os municípios de maior porte vieram de Salvador/BA (-9,6%), São Gonçalo/RJ (9,3%) e Belém/PA (-6,5%).
A taxa de crescimento anual em todo o país, entre 2010 e 2022, foi de 0,52%, a menor desde o início da série histórica iniciada em 1872. De lá para cá, a população brasileira foi multiplicada por 20, em uma série histórica que vem desacelerando desde os anos 1960. Já o processo de concentração urbana continuou em marcha. Quase metade (44,8%) dos 5.570 municípios brasileiros tinha 10 mil habitantes em 2022, sendo que 57% da população nacional habitava apenas 319 deles. Os 20 municípios mais populosos do país concentravam 22,1% do total da população e 17 deles são capitais.
Municípios em destaque
Além da capital, um dos municípios amazonenses em destaque foi Iranduba, que teve alta de 130,9% no número de domicílios, ocupando a quinta posição no ranking brasileiro. Já o aumento da população foi de 49,5%. Os cinco municípios com maior população do Estado são Manaus (2.063.547), Itacoatiara (103.598), Manacapuru (101.883), Parintins (96.372) e Tefé (73.669). Os menos populosos são Japurá (8.858), Anamã (9.962), Itapiranga (10.162), Juruá (10.742) e Amaturá (10.819).
Quarenta municípios amazonenses possuem menos de 30 mil habitantes; outros dez estão tem faixa populacional entre 30 mil e 50 mil pessoas; nove contabilizam de 50 mil a 100 mil moradores e apenas dois têm entre 100 mil e 104 mil. Manaus é ponto fora da curva, com mais de 2 milhões de pessoas residentes. Entre os municípios mais populosos, cinco estão na RMM (Região Metropolitana de Manaus) e outros dez estão situados nas calhas dos rios Solimões, Negro, Amazonas e Madeira.
“Um fato curioso é que houve aumento de 34% de domicílios no país, porém, o número de ocupantes, em cada unidade, reduziu. A média de moradores por domicílios particulares permanentemente ocupados no Amazonas, foi de 3,64, ou seja, 0,7 ponto percentual menor que o Censo de 2010. O Estado possui a maior média de moradores por domicílio. No Brasil a média de moradores é de 2,79 e o percentual de aumento de domicílios foi de 26%”, destacou o IBGE-AM, no texto de divulgação da pesquisa.
Ausências e recusas
O órgão de pesquisa informa que 90.688.021 domicílios foram visitados em todo país, entre 1º de agosto de 2022 e 28 de maio de 2023. No Amazonas, foram 1.307.114 e em Manaus, 737.885. Na comparação com o Censo 2010, tanto Amazonas quanto Manaus incrementaram grandemente seus domicílios à razão de 63% e 59% respectivamente. Na análise do IBGE-AM, os primeiros resultados do Censo já permitem ver um “grande número de domicílios vagos e de uso ocasional (geralmente sítios e chácaras)”.
“Por ausência do morador ou recusa, os recenseadores não conseguiram entrar em 18.119 domicílios, o que representa 2,73% dos domicílios ocupados. No Brasil essa taxa foi de 4,24% (3.066.000), mesmo após aplicados todos os protocolos de insistência. Manaus possui 89.175 domicílios vagos e 18.119 pessoas deixaram de responder ao Censo. Mas, para que não haja prejuízo aos municípios, o IBGE, com base em cálculos estatísticos imputa moradores para os domicílios vagos”, explicou o texto do IBGE-AM.
O período de referência considerado pelo Censo ficou entre a meia-noite de 31 de julho para 1º de agosto e pessoas nascidas após a data não foram incluídas. Foram considerados como moradores as pessoas que tinham o domicílio como residência habitual. As que estavam ausentes do local por mais de 12 meses não foram inclusas nessa lista, com exceção das pessoas internada em sanatórios, asilos, conventos ou estabelecimentos similares; moradores de pensionatos; condenados em sentença definitiva;; e migrantes.
“Os dados divulgados são do Brasil, grandes regiões, Estados e municípios. Mais à frente, vamos divulgar números para outros recortes territoriais, como zona urbana, zona rural, bairros. Nossos recenseadores visitaram cada canto do Amazonas e, através do GPS, vamos acompanhar seu percurso e saber com precisão cada casa onde foram realizadas as entrevistas. A tecnologia e a metodologia nos permitem entregar um Censo muito bem executado”, declarou o superintendente regional do IBGE para o Amazonas, Ilcleson Mendes Coelho, agradecendo também a colaboração de todos os envolvidos.
“Frente de ocupação”
O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, concorda que os primeiros resultados do Censo 2022 trazem dados importantes, mas frisou que muitos questionamentos só poderão ser respondidos por outras informações divulgadas posteriormente. “Estado e a capital tiveram crescimento, o que já era esperado. Manaus teve destaque nacional, o que reflete o bom trabalho feito pelo IBGE na coleta do Censo. Principalmente, quando comparamos com outras capitais importantes que tiveram até quedas. Na capital, também é visível o alto volume de domicílios vagos”, ressaltou.
O pesquisador também ressaltou o destaque de Iranduba, entre os municípios do interior do Amazonas. “Isso demonstra uma nova frente de ocupação populacional e de lazer. A partir da construção da ponte sobre o Rio Negro, a acessibilidade veio a facilitar a promoção do município a um patamar de extensão urbana da capital. Digo isso como força de expressão, e não como um território geopolítico. Mas, a expansão imobiliária para domicílios e imóveis de uso ocasional, como sítios e chácaras, é uma realidade e, com isso, o contingente de população foi impactada”, concluiu.







