Manifestações simultâneas pró-impeachment e da FBP acontecem sem tumulto
As manifestações ocorridas nesta sexta-feira (13), em Brasília, transcorreram sem as tensões esperadas tanto pela Polícia Militar, que não precisou intervir em nenhum momento, quanto pelos manifestantes acampados em frente ao Congresso Nacional, que não foram alvo dos movimentos sociais de esquerda que defendem a presidente Dilma Rousseff.
Apenas um princípio de confronto foi registrado entre o JSB (Juventude Socialista Brasileira) e o movimento intervencionista, acampado no gramado central da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional.
Um homem fardado, contrário ao impeachment de Dilma, mas que defende a intervenção militar, bateu com uma barra de madeira em uma placa enquanto os jovens, que são favoráveis ao governo, passavam. Ninguém se feriu e a polícia não precisou interferir.
O grupo, de cerca de 500 pessoas, foi o último a passar pela pista em frente ao Congresso. Antes, cerca de 4.000 protestaram pela saída de Cunha e em defesa da Petrobras. Os manifestantes são da Frente Brasil Popular, que inclui grupos como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores), além de também contar com apoio de UNE (União Nacional dos Estudantes) e UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e seguiram para o Ministério da Educação.
Mesmo o encontro com os manifestantes dos movimentos pró-impeachment de Dilma, que estão acampados em frente ao Congresso há três semanas, foi tranquilo. A Polícia Militar e a Legislativa da Câmara fizeram um cordão de isolamento entre a pista em que passaram os manifestantes de esquerda e o grupo dos acampados. Apenas gritos das posições políticas contrárias foram ouvidos.
Apesar da tranquilidade, a segurança em torno do Congresso foi reforçada desde o início da manhã. Policiais militares, com direito a cavalaria, e a Polícia Legislativa, que contou com a Tropa de Choque, acompanharam as movimentações.
Segurança é reforçada para evitar confronto
Como medida preventiva, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados recolheu na manhã de sexta-feira (13), objetos pontiagudos e cortantes, do acampamento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff que está em frente ao Congresso Nacional há três semanas. Espetos, cadeiras de ferro, estacas de madeira foram levados do local. A intenção foi evitar que, em caso de confronto, tais objetos pudessem virar arma de manifestantes, haja vista que também foram às ruas, movimentos sociais de esquerda, para pedir a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e “em defesa da Petrobras”.
Os atos da Frente Brasil Popular, que inclui grupos como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores).
O protesto em Brasília tinha potencial de ter grande tensão, já que se encontrariam com os manifestantes do MBL (Movimento Brasil Livre), que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff e tem posições críticas a esses movimentos de esquerda.
Na capital federal, o protesto também teve apoio de grupos estudantis de esquerda -entre eles a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)-, que protestaram, no mesmo lugar, “em defesa da democracia e da educação”.
Anti-impeachment
A página do MBL no Facebook tem postado vídeos nos quais seus militantes pedem ajuda. “Pode ser que não ocorra nada demais. Porém, o ânimo deles parece não ser o dos melhores”, diz Renan Santos, um dos líderes do movimento.
“Estamos sendo alvo de ataque dessa extrema-esquerda [ele cita supostas agressões e roubos de faixas] e essa coisa está começando a escalar”, completa, antes de definir o momento como “extremamente tenso, estressante, [no qual os militantes estão] correndo perigo”, completa, antes de pedir que pessoas simpáticas à causa compareçam ao acampamento.
Na noite desta quinta-feira (12), a Polícia Militar do Distrito Federal prendeu um manifestante e apreendeu com ele uma arma de fogo e diversas armas brancas que estavam escondidas em seu carro. Ele, que não teve o nome divulgado, seria sargento reformado da própria corporação.
O homem estaria junto com manifestantes que pregam a volta da intervenção militar no país.
A reportagem conversou com um dos líderes do movimento, que se identifica como Dom Werneck, 38. Ele afirmou que foram eles próprios que chamaram a polícia. “O nosso movimento é família, cristão, pacífico, não apoiamos esse tipo de atitude”, afirmou. Segundo ele, o homem dizia que iria matar Dilma Rousseff e jogar uma bomba no Congresso Nacional.
Num dos vídeos divulgados pelo MBL, o grupo nega que o homem que foi preso estivesse no acampamento.







