Diante da crise, montadoras menos tradicionais tendem a perder clientes para as marcas conhecidas, já que o consumidor tende a usar mais razão do que a emoção na hora de comprar um veículo novo. Produtos mais conhecidos e de marcas já consagradas tendem a se desvalorizar menos que o de fabricantes que ainda estão em processo da construção de uma imagem no Brasil.
Pensando nisso, marcas como a Peugeot já estudam novas ferramentas de comunicação para não perder o cliente de classe média – sempre mais aberto para experimentar o novo. “Vamos fazer uma campanha com outdoors, principalmente no bairro em que nosso consumidor mora em vez de sair espalhando cartazes pela cidade inteira”, afirmou Juliano Rossi Machado, gerente de produto da Peugeot.
Para ele, a marca não vai tentar disputar o cliente de poder aquisitivo menor, por entender, que no período de crise, este consumidor nem considera a hipótese de comprar um veículo que não seja bem consagrado pelo mercado e, conceitualmente, mais fácil de revendê-lo pela menor depreciação possível.
Outra estratégia que marcas como a Peugeot e a Citroën passam a se concentrar mais é a venda de veículos para frotas governamentais e deficientes físicos, por exemplo. Antes, marcas que centravam seu foco na imagem premium, preferiam não vender para governos, para não desgastar a imagem de veículo que poderia ser utilizada como viatura policial ou de repartição pública.
“Agora temos que ser bem mais eficientes na comunicação com o nosso consumidor”, afirmou Machado. “Até porque as marcas tradicionais também estão se mexendo, além de terem mais fôlego que os novatos pela ampla rede de concessionárias e volume de produtos”, disse.
Um dos produtos que a Peugeot pretende pôr em evidência é a nova Escapade 2007, que chegou às concessionárias 45 dias antes do lançamento oficial – realizado na última sexta-feira. Com a queda do mercado, o fabricante resolveu levar o veículo para concessionária antes de iniciar uma campanha na mídia.
O carro chega com novos faróis, lanternas e acabamento interno. Com o redução do IPI, tem o preço cotado a R$ 46,1 mil A Peugeot ainda optou por tirar o freio ABS de série para deixar o veículo com o preço mais competitivo em relação a concorrentes como a Palio Adventure (Fiat).
Marcas tradicionais sofrem menos na atual crise
Em: 27 de janeiro de 2009
Diante da crise, montadoras menos tradicionais tendem a perder clientes para as marcas conhecidas, já que o consumidor tende a usar mais razão do que a emoção na hora de comprar um veículo novo
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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