Seguro-desemprego beneficia 70 mil trabalhadores amazonenses

Em: 27 de janeiro de 2009
Depois de quatro anos e dois meses em atuação numa grande empresa do Polo Industrial de Manaus, o operador de máquina Marcos Paulo Soares, 30, não conseguiu manter a vaga após efeitos da crise financeira no último trimestre de 2008
Depois de quatro anos e dois meses em atuação numa grande empresa do Polo Industrial de Manaus, o operador de máquina Marcos Paulo Soares, 30, não conseguiu manter a vaga após efeitos da crise financeira no último trimestre de 2008

Depois de quatro anos e dois meses em atuação numa grande empresa do Polo Industrial de Manaus, o operador de máquina Marcos Paulo Soares, 30, não conseguiu manter a vaga após efeitos da crise financeira no último trimestre de 2008. Dispensado, ele compõe o grupo de mais de 70 mil trabalhadores beneficiados com o seguro-desemprego no Amazonas. Com o recurso, a economia local recebeu injeção mínima de R$ 30 milhões ao longo do ano passado.
Entretanto, o valor é menor que o montante de recursos liberados em 2007, com o benefício. O número de segurados naquele ano foi aproximadamente 74 mil trabalhadores, 5,4% a mais que o total de segurados em 2008, embora a quantidade de requerentes tenha aumentado 7%, saltando de 76.643 para 82.039 no último ano.
De acordo com o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Valdemir Santana, o número de requerentes do seguro-desemprego aumentou em 2008 por conta das oscilações do mercado de trabalho. “Entretanto, a quantidade de beneficiários diretos foi menor porque parte dos trabalhadores voltou ao mercado aproveitando outras oportunidades. Por isso, tiveram o benefício suspenso ou nem mesmo chegaram a receber”, justificou o líder dos trabalhadores.
Santana sugere ainda que os beneficiários tenham cuidado com o uso do benefício. “O ideal é utilizar o recurso para garantir um mínimo de compras e manter as necessidades básicas durante o período de desemprego, até que se consiga outra oportunidade”, orientou o dirigente.
O operador de máquinas, Marcos Soares vai além: “quero investir num curso de qualificação profissional e tentar vaga de trabalho em outro setor”.
Ao contrário dos índices locais, em todo país foram beneficiados 6,5 milhões de trabalhadores com o seguro-desemprego em 2008, quantitativo 6,2% superior aos 6,1 milhões de pessoas seguradas em 2007. O benefício varia entre um salário-mínimo (hoje em R$ 415) e R$ 776,46, em até cinco parcelas. As informações compõem as estatísticas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), divulgadas no último dia 22 pelo Ministério do Trabalho.

Desempenho nacional

De acordo com dados do Ministério, a receita do FAT cresceu 20,4% em 2008, em relação ao ano anterior. Boa parte deste recurso é proveniente das contribuições ao PIS (Programas de Integração Social) e Pasep (Formação do Patrimônio do Servidor Público): R$ 25 milhões.
Embora os quantitativos de segurados apresentem crescimentos nos números absolutos, a variação anual apresenta tendência de declínio de 11,45% (2005); 7,21% (2006); 6,96% (2007) e 6,16% (2008). O ministro Carlos Lupi diz acreditar que isto pode ser reflexo da boa fase de crescimento do emprego com carteira assinada, evidenciado nos últimos anos no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
“O menor índice de desemprego no Brasil (divulgado na última quinta-feira pelo IBGE) é a prova de que resultado do ano no emprego foi muito positivo. Avaliação é do todo de 2008, e não apenas de dezembro. Pela primeira vez o Brasil fica abaixo dos 7% de desemprego.
Durante o governo Lula foram criados mais de 10 milhões de empregos com carteira assinada no país. O Brasil tem hoje mais de 30 milhões de trabalhadores formais, recorde absoluto na história, e em 2009 passaremos de 40 milhões”, comentou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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