MATERIAL ESCOLAR – Produto deve seguir normas do Inmetro

Em: 29 de janeiro de 2013
Alerta é dado pela Fucapi, que de acordo com o Inmetro, 15% dos acidentes com crianças estão relacionados a produtos de má qualidade e inseguros
Alerta é dado pela Fucapi, que de acordo com o Inmetro, 15% dos acidentes com crianças estão relacionados a produtos de má qualidade e inseguros

O preço não deve ser o único item levado em conta na hora da compra de material escolar, já que de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), 15% dos acidentes com crianças estão relacionados a esse tipo de produtos. Verificar se as embalagens têm o selo de certificação de qualidade do Inmetro e todas as informações nos rótulos devem ser os primeiros cuidados na hora da escolha do material, orienta a responsável química pelo centro de laboratórios da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação (Fucapi), Giese Silva.
De acordo com a especialista, a escolha de produtos sem certificação pode gerar graves prejuízos à saúde das crianças e acidentes com esse material são capazes de gerar sequelas irreversíveis aos pequenos. “Eles podem engolir acidentalmente alguma peça ou ingerir produtos químicos altamente tóxicos. A certificação não elimina o risco de acidentes, mas garante a qualidade e a faixa etária a que se destina cada produto. Seguindo as recomendações do rótulo, os pais terão mais segurança em entregar esse material aos seus filhos”, assegurou.
A Fucapi é a única instituição na região Norte capacitada para realizar ensaios de segurança de brinquedos e material escolar. Segundo Giese, os produtos são testados através de simulações das mais diversas situações. “Fazemos testes químicos para ver qual seria a reação do produto no aparelho digestivo de uma criança e testes mecânicos para aferir a resistência e o que acontece caso a criança engula partes pequenas encontradas nesses objetos”, explicou.
Os testes duram, em média, dez dias antes da emissão do relatório de ensaio a ser enviado ao Inmetro. “Os maiores problemas encontrados são a respeito dos rótulos desse material, que nem sempre dispõem as informações necessárias para a comercialização”, explicou o técnico de ensaios elétricos da Fucapi, Arthur Sadao Takara.
Dentre os produtos testados pela Fucapi estão lápis, lápis de cor, canetas, borrachas, estojos, tintas, dentre outros produtos encontrados na lista de material das mais diferentes escolas.
No Amazonas, o Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM) é o órgão responsável pela fiscalização da qualidade e certificação dos produtos de acordo com a lei. O consumidor que encontrar irregularidade nesses produtos pode procurar o Ipem-AM pelo telefone 0800-092-2020, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h30 e das 13h30 às 16h30, ou enviar e-mail para: [email protected].

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar