Médicos contestam liminar e também continuam parados

Em: 22 de outubro de 2013
Para o presidente do Simeam a greve é o último recurso da categoria que espera respostas pontuais para reivindicações há anos, como a verba trabalhista indenizatória para os médicos que atuaram no serviço temporário que aguardam pagamento desde 2002
Para o presidente do Simeam a greve é o último recurso da categoria que espera respostas pontuais para reivindicações há anos, como a verba trabalhista indenizatória para os médicos que atuaram no serviço temporário que aguardam pagamento desde 2002

Durante Assembleia Geral de Continuidade de Greve na manhã de ontem, no auditório do Cremam (Conselho Regional de Medicina do Amazonas), os médicos da esfera municipal decidiram continuar a greve ambulatorial, por tempo indeterminado, respaldados na legalidade do movimento através da Contestação encaminhada ao TJAM (Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas) e ainda, no direito legítimo da categoria fundamentado na Constituição Federal e lei de greve n°7.783/1989.
Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, médico Mário Vianna, o argumento da Prefeitura de Manaus que fundamentou a liminar suspensiva da greve ambulatorial no município, pelo TJAM, foi baseada nas reuniões da Mesa de Negociação da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) onde todas as reivindicações da categoria foram ignoradas.
“Não entendemos os motivos que levaram a mesma desembargadora suspender duas greves do segmento médico. Estamos dentro da legalidade! Essa greve é apenas para os médicos do município que realizam atendimento ambulatorial. Não aceitamos argumentos infundados dos gestores municipais que tentam calar a classe trabalhadora”, disse Mário Vianna.
Para o presidente do Simeam a greve é o último recurso da categoria que espera respostas pontuais para reivindicações há anos, como a verba trabalhista indenizatória para os médicos que atuaram no serviço temporário que aguardam pagamento desde 2002, a revisão do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários), aprovado em 2008, que inclui o pagamento retroativo da insalubridade, não recebida pelos médicos, cálculo dos benefícios médicos em cima de 40 horas trabalhadas, participação do município na Comissão de Implementação do Piso Nacional, melhores condições de trabalho e segurança nas unidades de saúde.
Hoje os médicos estarão reunidos em Assembleia Geral de Continuidade de Greve, a partir das 9h30, no auditório do Cremam, localizado na avenida Senador Raimundo Parente, número 6, bairro de Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, onde seguem em caravana para panfletagem nas unidades de saúde com objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade da greve. A paralisação acontece nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), ESF (Estratégia Saúde da Família) e Policlínicas.

Suspensão da greve

A greve dos médicos na capital foi suspensa pela desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado, que acatou liminar de ação civil pública inibitória proposta pela Prefeitura de Manaus. Os médicos contestaram a decisão junto ao TJ.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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