O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje a investidores em Nova York que a elevação da taxa básica de juros já surte efeito na projeção da alta de preços.
“Já existem sinais de que a política monetária começou a influenciar as expectativas de inflação, controlando os efeitos da aceleração inflacionária de 2008 sobre as expectativas”, afirmou, em conferência organizada pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.
Meirelles se referia à nova baixa na projeção do IPCA para 2008, agora em 6,44%, segundo pesquisa Focus com o mercado na semana passada, divulgada na segunda-feira pelo Banco Central.
A projeção é de 5% para 2009, de 4,5% para 2010 e para 2011 e de 4,45% em 2012. Henrique Meirelles disse também que tal percepção “reforça que é viável trazer a inflação de volta à meta de 4,5% em 2009”.
Tal objetivo tem tolerância de dois pontos percentuais, mas Meirelles disse haver o “compromisso” de trazer a taxa para “o centro da meta”.
O Copom (Comitê de Política Monetária) chegou ao valor atual da taxa Selic, de 13%, no final de julho, quando surpreendeu o mercado ao elevá-la em 0,75 ponto percentual. Em cada uma das duas reuniões anteriores, o reajuste havia sido de 0,5 ponto.
Alta dos preços
A próxima reunião do Copom está marcada para 9 e 10 de setembro. Meirelles disse que há “quem pense que, com a baixa na expectativa da inflação, o banco (BC) não precisa fazer nada” para conter a alta de preços, mas que o correto é justamente o oposto: é preciso indicar uma política rigorosa para manter a expectativa de que a escalada irá arrefecer.
Ao apresentar dados do Brasil, ele disse que a “atividade econômica permanece robusta” no país. Citou como exemplo a criação de 1,883 milhão de empregos no período de 12 meses, até junho. Meirelles volta a se reunir com investidores em Nova York amanhã e quarta-feira.







