Mel nordestino conquista mercado nacional

Em: 13 de maio de 2009
Inclusão social, preservação ambiental e sustentabilidade, aliadas a baixo investimento e retorno rápido são características da apicultura que estão tornando a atividade cada vez mais atraente na região Nordeste
Inclusão social, preservação ambiental e sustentabilidade, aliadas a baixo investimento e retorno rápido são características da apicultura que estão tornando a atividade cada vez mais atraente na região Nordeste

Inclusão social, preservação ambiental e sustentabilidade, aliadas a baixo investimento e retorno rápido são características da apicultura que estão tornando a atividade cada vez mais atraente na região Nordeste, principalmente pela atual valorização do produto no mercado internacional. De acordo com estimativas da Febamel (Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura), nos nove estados nordestinos, cerca de 100 mil apicultores já produzem anualmente 11,59 mil toneladas de mel. Esse volume, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), representa 33,4% da produção nacional, de 34,74 mil toneladas.
O crescimento da apicultura nordestina, no entanto, enfrenta entraves como informalidade, falta de entrepostos, dificuldades de gestão e acesso a mercados internos e externos. Para promover uma maior integração regional dos apicultores nordestinos e a discussão de estratégias comuns de mercado, além da unificação de políticas públicas e ações para o desenvolvimento do setor, será realizado o 1º Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e a 1ª Feira da Cadeia Apícola, de 4 a 6 de novembro, no centro de convenções do Othon Palace Hotel, em Salvador.
Promovido pelo Sebrae Bahia, Seagri (Secretaria Estadual de Agricultura), Febamel e Associação Flor Nativa, o Congresso teve seu lançamento realizado no último dia 5. Na oportunidade, o presidente da Febamel, Pedro Constam, fez a apresentação do projeto do evento, destacando a importância da iniciativa para a união dos apicultores nordestinos. Com o tema “Cooperar para Competir”, o congresso pretende atrair 1.500 pessoas ligadas à cadeia da apicultura, formada por associações, federações, cooperativas e empresas privadas.
Durante os três dias, segundo Constam, serão realizadas conferências e painéis temáticos apresentando o panorama mundial e brasileiro da apicultura. Estará em pauta a discussão sobre a criação de uma agência nordestina para o desenvolvimento do setor. Também serão organizadas rodadas de negócios pelo Sebrae, debates sobre gestão e promovida a Feira de Produtos Apícolas, que apresentará novidades em produtos e equipamentos apícolas e meliponícolas.
Para Constam, os apicultores baianos e de outros estados nordestinos que estão num grau menos avançado na atividade terão muito o que aprender com as experiências do Piauí e Ceará, mais desenvolvidos na área apícola. “O congresso, além de ser a primeira demonstração de união do setor apícola nordestino, será uma grande oportunidade de compartilhamento de conhecimentos”, Disse Constam.
Durante o lançamento, o superintendente de Agricultura Familiar da Suaf (Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia), Aílton Florêncio, ressaltou a prioridade que o governo baiano tem dado à apicultura pelo papel que a atividade exerce na promoção da inclusão social, preservação ambiental e sustentabilidade. O superintendente do Sebrae/BA, Edival Passos, disse que o congresso vai motivar a profissionalização do setor e o desenvolvimento do grande potencial apícola da Região Nordeste.
O secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Roberto Muniz, por sua vez, assinalou que o aumento do preço internacional do mel reforça a política de apoio do governo estadual à apicultura. Ele mencionou a construção de três entrepostos de beneficiamento de mel no extremo sul, dos quais dois serão para exportação.
A produção nordestina de mel triplicou nos últimos oito anos. A região tem a seu favor floradas diferentes, matas nativas e poucas áreas contaminadas por agrotóxico. “Isso nos garante a produção de mel orgânico, que tem grande espaço no mercado internacional”, disse o presidente da Febamel, Pedro Constam. O impedimento para viabilizar as vendas externas são as certificações exigidas. No Nordeste, apenas os Estados do Ceará e do Piauí, por enquanto, exportam parte de sua produção.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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