Boa música e gastronomia requintada, é o que promete para esta quinta-feira, 21, o Casario 179 (rua Costa Azevedo, 179), próximo ao Largo de São Sebastião. Liza Barbosa e Priscila Meneses, proprietárias do espaço, realizam a 1ª edição do ‘Tempero & Batuque’, projeto que, avisam, acontecerá todos os meses sempre com novas atrações musicais, renomadas e renomadas chefs barés.
“Abrindo a noite, às 18h30, se apresenta a DJ Sheila Benjamin. Às 20h, para quem gosta de dançar carimbó, o ritmo paraense tomará conta do Casario com o coletivo Gira Manaós. Enquanto isso, na cozinha, a chef Débora Gomes se esmera no preparo dos pratos da noite”, adiantou Aluizio Gonçalves, coordenador de eventos do espaço.

O set list de Sheila Benjamin traz uma seleção musical bem brasileira, enquanto o Gira Manaós, integrado por amazonenses e paraenses, valoriza o Norte com o eletrizante carimbó.
“As mulheres podem vir com seus vestidos floridos e esvoaçantes porque a ‘pista de dança’ será liberada para quem desejar mostrar suas habilidades”, avisou.
O couvert artístico para as apresentações será R$ 10,
“A ideia é transformar as quintas-feiras em uma experiência cultural contemporânea, fortalecendo o posicionamento do Casario como ponto de encontro gastronômico, artístico e afetivo da cidade, se unindo ao ambiente que já existe no Largo de São Sebastião”, disse.
E boa música precisa vir acompanhada de boa comida. É aí que entra Débora Gomes. Convidada por Liza e Priscila, a chef traz um cardápio para os apreciadores da boa culinária.

“Irei preparar um guioza de pirarucu seco no fumê de tucupi com óleo de jambu, mais risoto de fungi com filé e opção vegetariana, sem filé. O guioza é um pastelzinho oriental, originário da China, mas muito popular no Japão, feito com uma massa fina e flexível, recheado com carne (geralmente suína) e vegetais. O nosso será recheado com pirarucu”, falou Débora.
A chef é bastante conhecida na Cachoeirinha, onde é proprietária do restaurante Casa de Tereza 1932 (av. Codajás, 220), que abre para almoço e jantar.
“Diria que o cardápio de Débora une a sofisticação da culinária contemporânea à tradição familiar, valorizando ingredientes, memória afetiva e identidade regional dentro de uma proposta gastronômica autoral”, afirmou Aluísio.
Memória afetiva
O interessante do Casario 179 é o local servir café da tarde, para quem desejar um happy hour no Centro Histórico de Manaus relembrando a época em que os casarões começavam a surgir naquela região. A própria casa onde está o Casario é daquela época.
“Sim. No local já existia uma casa quando os pais da Liza a adquiriram, na década de 1940, reformaram e a deixaram do jeito que está hoje. A Liza nunca chegou a morar lá, pois seus pais tinham outra casa, próxima à casa do J. G. Araújo”, contou Aluizio.
O Largo de São Sebastião sempre foi um local de atração para a prática de atividades de lazer e diversão onde, em décadas passadas, os jovens passeavam de bicicleta e na década de 1970 viraram moda os patins. Liza e Priscila viveram esses momentos e os guardaram como memória afetiva, por isso resolveram ocupar o Casario mantendo a mesma aura.
“A ideia do Casario nasceu da vontade de reocuparmos o espaço onde estão fincadas as nossas origens e lembranças daqueles tempos. É uma espécie de volta para casa, só que de portas abertas para receber pessoas que também amam o Centro de Manaus”, destacou Liza.

Café da tarde
Antes funcionando como Casa Monsenhor e, desde 2022, Casario 179, o local tem se tornado um espaço de valorização da cultura e da convivência no Centro Histórico de Manaus.
Além da música ao vivo, tendo o samba como carro-chefe, porém, com outros ritmos musicais na vez, assim como as músicas regionais, o Casario vem ampliando sua atuação como ponto de encontro artístico e cultural, recebendo projetos ligados à literatura, poesia, artes plásticas, performances, eventos criativos e ações voltadas ao fortalecimento da cena cultural manauara.
“A proposta é criar um espaço permanente de troca entre artistas, público e cidade, aproximando diferentes linguagens culturais em uma atmosfera acolhedora, afetiva e democrática”, informou Aluizio.
O Casario funciona diariamente, das 15h às 22h30, com programação contínua. O cardápio prioriza produções próprias, gastronomia brasileira, cervejas, chopp (com promoções diárias) e drinks exclusivos.
“O Casario 179 foi pensado para funcionar tanto durante o dia quanto à noite. Queremos que as pessoas possam tomar um café olhando o movimento do Centro Histórico, mas também aproveitar a música, os encontros e a vida noturna da cidade. Não queremos ser apenas um estabelecimento comercial, mas um verdadeiro ponto cultural voltado à valorização da vida, da arte e da memória de nosso passado”, concluiu Priscila.







