Com a aproximação da Copa do Mundo, as empresas começam a investir pesado em televisores cada vez mais sofisticados. Com imagem cada vez mais aperfeiçoada e dimensões maiores, a produção de televisores que chegam a custar o preço de carros populares é a grande aposta do mercado para o segmento que convive com a ameaça de outras tecnologias que disponibilizam os sinais e programação em outros produtos, como smartphones e computadores.
A gerente de marketing da LG Eletronics do Brasil, Fernanda Summa, destaca que as TVs de telas grandes (acima de 46 polegadas) representavam 16% da fatia do mercado em 2012 e devem praticamente dobrar essa representatividade até a Copa do Mundo de 2014, ultrapassando os 30%. Em 2013 já há a expectativa de que se encerre com 25% do mercado. “Os brasileiros estão buscando telas maiores. O consumidor procura mais qualidade de imagem e, sobretudo, telas maiores. Há essa demanda no país, para se preparar para os jogos e eventos que teremos por aqui”, conta.
Líder, com 30,6% do mercado brasileiro de televisores, a LG concentra toda sua produção nacional de TVs no Polo Industrial de Manaus. A nova aposta da empresa para o mundial é a TV de OLED (Organic Light Emitting Diode), primeira do mundo com a nova tecnologia, superior às TVs de LEDs existentes no mercado, que será fabricada no PIM. Cada aparelho custará em torno de R$ 40 mil reais. “É um produto elitizado, que venderá pouquíssimas unidades. Mas estamos dando o pontapé inicial dessa nova tecnologia. Que atende os anseios do consumidor que busca essa maior qualidade”, afirma.
Esse modelo de televisão só é fabricado em cinco países. Além da produção em Manaus, também há produção na Coréia do Sul, Estados Unidos, China e Alemanha. “O Brasil é hoje o 2º país do mundo em vendas da TV de 84 polegadas, é um dos mercados mais importantes para a empresa, por isso se faz necessária a fabricação aqui”, comenta. A expectativa da empresa é de que as vendas de TV para a Copa comecem a aquecer a partir de dezembro chegando ao seu ápice em maio de 2014.
O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, destacou que o ano de 2013 não atendeu as expectativas do setor, mas destaca que os investimentos feitos nas tecnologias para produção de TVs devem garantir o crescimento esperado para Copa do Mundo. “O ano de 2013 foi claramente abaixo das expectativas mas, mesmo assim, foi ano positivo. As empresas podem falar, e nós falamos de forma global, já sentimos o aquecimento a partir do mês de outubro. É um desejo do consumidor e estamos prontos para atender, em todos segmentos. Com o plasma e o LED e as TVs de ponta, como televisores ultra HD e agora o OLED, que é outro patamar e tecnologia”, afirma.
Os números mostram que a produção de televisores no PIM em 2013 deve se manter com volume similar ao de 2012, entre 14 e 16 milhões de unidades produzidas. Freando a aposta de crescimento acentuado devido a eventos como a Copa das Confederações que ocorreram neste ano. Segundo Thomaz, os televisores representam 50% do total do faturamento do setor de eletroeletrônicos, principal setor do PIM, correspondendo a 33% do faturamento. No entanto, afirma que o faturamento não deve ser olhado isoladamente para se avaliar o sucesso do segmento.
“Não podemos pegar os dados olhados separadamente. Quando temos crítica sobre a questão do faturamento, é por isso. O que ocorre é que primeiro há uma evolução no ticket médio, que vai crescer quando introduzimos produtos assim. Isso impacta positivamente o faturamento. Depois, em um segundo momento, vai crescer o volume e diminuir o ticket médio. Devemos nos empolgar pela evolução tecnológica, mão de obra e fortalecimento que isso traz à Zona Franca”, disse Thomaz, destacando o fato de o produto iniciar sua fabricação no PIM praticamente ao mesmo tempo que iniciou sua produção nos outros países.
Mercado aposta em super televisores
Em: 18 de novembro de 2013
Com a aproximação da Copa do Mundo, as empresas começam a investir pesado em televisores cada vez mais sofisticados. Com imagem cada vez mais aperfeiçoada e dimensões maiores.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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