Taxas no maior patamar do ano

Em: 18 de novembro de 2013
Dados da Anefac apontam média para consumidor no mesmo nível de novembro de 2012
Dados da Anefac apontam média para consumidor no mesmo nível de novembro de 2012

As taxas médias de juros para o consumidor subiram em outubro, pela sexta vez no ano, e atingiram o maior patamar em 2013, de acordo com pesquisa da Anefac (associação de executivos de finanças) divulgada hoje. A taxa de juros média mensal passou de 5,53% em setembro (ou 90,77% ao ano) para 5,56% em outubro (ou 91,42% ao ano), a maior taxa desde novembro do ano passado.
De acordo com Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac, a alta é reflexo da elevação da Selic (taxa básica de juros) decidida na reunião de outubro do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC. Na opinião de Oliveira, a preocupação com as pressões inflacionárias deve fazer com que o Banco Central, no encontro dos dias 26 e 27 de novembro, promova nova alta da Selic. “Por conta disso é provável que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”, afirma.
Das seis linhas de crédito para pessoa física, apenas a do rotativo do cartão de crédito se manteve estável, segundo a Anefac. O maior avanço percentual se deu no crédito pessoal concedido por bancos, que passou de 3,12% ao mês para 3,16%. Juros no comércio, cheque especial, crédito pessoal obtido em financeiras e financiamento de veículos também registraram aumento.
Houve aumento também das taxas médias de juros para empresas, que passaram de 3,18% em setembro até 3,21% em outubro. A maior alta percentual se deu no capital de giro, cujas taxas subiram de 1,56% ao mês para 1,61% ao mês. Os juros de desconto de duplicatas tiveram alta de 2,26% a 2,30%, e os de conta garantida passaram de 5,71% para 5,73%.

Demanda

A parcela de pessoas que procura por crédito aumentou 6,5% em outubro, segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado na quinta-feira. O crescimento aponta para uma recuperação parcial. Em setembro houve queda de 9,8% na demanda. Em outubro de 2012, também foi constatada retração de 5,2%.
Segundo especialistas da Serasa a alta em outubro poderia ter sido maior caso a greve dos bancários não tivesse durado até o dia 14, o que pode ter acarretado dificuldades para que certas linhas de crédito fossem acessadas.
Os consumidores de baixa renda foram os que mais buscaram por crédito no mês passado. A demanda dos trabalhadores que recebem até R$ 500 aumentou 12,1%, e que ganha entre R$ 500 e R$ 1 mil, mensalmente, cresceu 9,8%.
Já os consumidores de renda mais alta diminuiram a procura por empréstimos bancários. Houve retração de 3,1% na parcela que recebe entre R$ 5 mil e R$ 10 mil mensais. Segundo os especialistas, das pessoas que tem salários acima de R$ 10 mil a queda na procura por crédito foi 2,3%.
De acordo com a Serasa, nos dez primeiros meses de 2013, a demanda por crédito cresceu 3,6% quando comparada ao mesmo período do ano passado. Os consumidores das regiões Norte e Nordeste foram os que mais buscaram empréstimos bancários que está demonstrado nas altas constatadas pela Serasa: 13,9% e 10,4% de alta, respectivamente. A região Sul teve crescimento de 4,7% e a Sudeste, de apenas 0,8%. A única região onde houve queda no acumulado do ano foi a Centro-Oeste, com 2,1% a menos de procura.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar