As filas intermináveis nos saguões dos aeroportos já dão a dimensão de que trabalho não falta para quem gosta da área da aviação civil.
Com a economia aquecida, as pessoas tendem a viajar mais -a trabalho ou a lazer- e, com isso, aumenta a demanda por profissionais para manter toda a malha aeronáutica funcionando.
Para Edson Gaspar, coordenador de aviação civil da Anhembi Morumbi, o setor já vive um momento de franca ascensão, o que tende a crescer com os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo.
Os profissionais envolvidos nessa máquina trabalham em funções que vão desde planejamento do tráfego aéreo, segurança de voo e administração aeroportuária até a tão cobiçada pilotagem.
A maioria dos alunos que procuram o curso, diz Gaspar, quer ser piloto. “Pilotagem é a opção mais procurada, mas não é a única.’’
Para ser piloto, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não exige diploma de bacharel em ciências aeronáuticas. Mas, de acordo com Elones Ribeiro, diretor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS, o mercado tem privilegiado os egressos de universidades.
“As companhias aéreas vêm aqui buscar nossos alunos’’, diz Ribeiro.
Para pilotar aeronaves, o aluno precisa complementar as aulas teóricas e recebidas em simuladores nas universidades com aulas práticas em aeroclubes. Apesar dos convênios, essa complementação não é barata.
A comissário de voo Sylvia Katheriny Torreta, 22, planeja gastar R$ 70 mil só com aulas práticas para assumir a cabine de comando. “Há poucas mulheres no mercado. Quero pilotar aviões a jato. Acho legal o desafio’’.
Ainda no ramo da pilotagem, além das empresas aéreas, há demanda crescente para pilotos em empresas privadas e de táxi aéreo.
“A cidade de São Paulo detém a segunda maior frota de helicópteros do mundo, perdendo apenas para Nova Iorque’’, destaca Gaspar.
Mercado aquecido faz crescer procura por profissionais de aeronáutica
Em: 15 de dezembro de 2010
As filas intermináveis nos saguões dos aeroportos já dão a dimensão de que trabalho não falta para quem gosta da área da aviação civil
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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