Mercado bélico tem dimensões milionárias

Em: 22 de novembro de 2012
Indústria bélica demonstra força econômica no CIS Manaus (Congresso Internacional de Segurança para Grandes Eventos), que acontece até hoje, no Tropical Hotel Manaus
Indústria bélica demonstra força econômica no CIS Manaus (Congresso Internacional de Segurança para Grandes Eventos), que acontece até hoje, no Tropical Hotel Manaus

Indústria bélica demonstra força econômica no CIS Manaus (Congresso Internacional de Segurança para Grandes Eventos), que acontece até hoje, no Tropical Hotel Manaus.
Com a economia estabilizada e forte em comparação ao cenário mundial em que apresenta uma estimativa de crescimento em 15% ao ano, já prevista para dobrar esta marca nos próximos anos, aliada à necessidade de reaparelhamento das forças policiais municipais, estaduais e federais com foco para os grandes eventos que acontecerão no país a exemplo da Copa do Mundo, tornam o Brasil, segundo os executivos do setor bélico, um dos mais promissores mercados do setor na atualidade.
“O país já é o segundo consumidor de nossos produtos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e temos certeza que, em breve, vamos melhorar ainda mais estes índices”, avaliou Del Ruiz, gerente para a América Latina e Caribe da Taser, empresa pioneira e gigante do setor de armas ‘não letais’. Aproveitou a ocasião para anunciar que aguarda apenas autorização para construir a primeira fábrica brasileira da marca na cidade de Hortolândia (SP).
Para o coordenador-geral do congresso, major da PM-AM Ubirajara Rosses, o evento promoveu o encontro de várias corporações que tiveram a oportunidade de trocar experiências e conhecimentos adquiridos em situações reais, vivenciadas de forma coletiva ou individual. O fator de maior relevância conquistado foi o da fortificação dos três pilares: qualificação, educação e segurança para todos e em prol da sociedade. “O ganho foi muito grande, de alta expressividade no que tange os três pilares das corporações. E investir na qualificação do efetivo da polícia é tão imprescindível quanto investir em equipamentos bélicos. Assim, cativamos a população e garantimos segurança para a sociedade brasileira, para os turistas nacionais e internacionais que por aqui estiverem durante os grandes eventos. Assim, como multiplicadores retornarão acompanhados para continuar a prestigiar as cidades brasileiras de Norte a Sul do país”, assegurou Rosses.

Geração de emprego e renda

Investimentos em novos produtos e tecnologias e a construção e expansão de fábricas no país com geração de mais postos de trabalho foram anunciados por representantes de algumas das principais empresas da indústria bélica nacional e internacional no congresso. Com capacidade para produzir 85 mil unidades por ano e sem revelar valores, Del Ruiz disse que executivos brasileiros deverão administrar a nova planta.
As parcerias com universidades locais em pesquisa e desenvolvimento fazem parte do plano de investimento que visa suprir o mercado nacional e aponta na direção da África com mais exportações.
Segundo o diretor da Paramount Group, Miles Chambers, em sua palestra no CIS, a meta é expandir entre 20% a 30% a participação da empresa no mercado nacional. A sul-africana apresenta um portfólio que inclui helicópteros, aeronaves a veículos blindados e faturamento de 500 milhões de dólares em mais de 40 países, o executivo assegura que o mercado brasileiro ocupa lugar de destaque no planejamento estratégico da companhia.
“Vamos aproveitar a proximidade geográfica e o know-how acumulado em 40 anos para oferecer produtos diferenciados e aproveitar o aquecimento e a expansão que o setor bélico está vivenciando no Brasil”, ainda destacou Chambers.
A brasileira Condor Tecnologia com planos de expandir as operações da fábrica em Nova Iguaçu (RJ), onde gera 2 mil empregos diretos e indiretos na produção de 1,5 milhão peças, equipamentos e armas ‘não letais’ por ano, aposta nas pesquisas para fortalecer sua posição interna e externa em 40 países, inclusive nas tropas da ONU (Organização das Nações Unidas).
“É natural o interesse das empresas estrangeiras no mercado brasileiro, mas não tememos a concorrência, pois há muito espaço e o setor está longe de atingir todo seu potencial”, avaliou o diretor de marketing Massilon Miranda.
A estatal vinculada ao Exército Brasileiro, Imbel especializada em material bélico, pretende fechar o ano com aumento no faturamento de 9% a 10%, em comparação ao R$ 104 milhões declarados em 2011. A corporação apresentou em seu estande quatro novos modelos de pistolas, fuzis e carabinas que estão em fase de desenvolvimento e devem ser lançados nos próximos meses.
“Apesar das crescentes exportações, inclusive para os Estados Unidos, nosso foco é consolidar a participação no mercado interno e fortalecer a base industrial de defesa nacional”, assegurou o executivo Celestino Kenyu, do departamento comercial da corporação responsável por 40 mil pistolas utilizadas pelos policiais brasileiros.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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