Penhor de joias cresce 26,16% no Estado

Em: 23 de novembro de 2012
No Amazonas a prática do penhor de joias da Caixa Econômica Federal cresceu 26,16%, no primeiro semestre de 2012
https://www.jcam.com.br/ppart23112012.jpg
No Amazonas a prática do penhor de joias da Caixa Econômica Federal cresceu 26,16%, no primeiro semestre de 2012

No Amazonas a prática do penhor de joias da Caixa Econômica Federal cresceu 26,16%, no primeiro semestre de 2012. Contabilizou com a modalidade o valor de R$ 24,7 milhões, contra R$ 19,6 milhões no mesmo período de 2011.
Segundo a Caixa, nos primeiros seis meses do ano a instituição registrou 27.674 contratos de penhor, entre novos e renovados, um crescimento de 2,05% no período, sendo 8.050 contratos firmados no Amazonas.
Cada operação ficou em média de R$ 894,03, em comparação com junho do ano passado, que foi de R$ 723,16 correspondeu a 23,63% de valorização no período.
Favorável a essa modalidade financeira, desde que a pessoa tenha condições de resgatar o bem penhorado dentro do prazo acordado. O valor avaliado é o peso em ouro e não o valor da joia depositada em garantia. “A pontualidade e organização das contas é essencial para quem vai penhorar joia ou outro bem. Renovar o contrato é mais uma opção para quem ficou em dificuldade, mas com cautela”, analisou o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende.
Poucas pessoas refletem bem quando necessitam penhorar uma joia. A necessidade fala mais alto e o que parece ser um bom negócio se torna uma frustração porque muitos perdem o prazo para recuperar as joias. Em contra partida, isto é excelente para quem adquire as joias em leilão.
De acordo com o economista Francisco de Assis Mourão Júnior, o penhor é uma das opções válidas com taxas reduzidas, dinheiro à curto prazo. Mas, alerta para o risco de descumprimento dos prazos de pagamento acordados, quando vencidos a pessoa perde o bem dado em garantia. “Penhorar joias vale a pena, desde que a pessoa tenha controle e a certeza que vai ter o bem de volta, ou então vai ficar com a dor da perda do bem, que irá a leilão” alertou.
No primeiro semestre 1.225 contratos foram para leilão no Estado. O último leilão agendado no Amazonas neste ano aconteceu na quarta-feira (21) em Manaus, na agência Vitória Régia, da Caixa, à rua Barroso, 101, Centro.
Na capital
A procura por penhor está cada vez mais atrativa na capital amazonense. Por ser a solução ideal para quem tem um bem, como joia ou metal nobre, e precisa de dinheiro rápido e sem burocracia, a procura aumentou.
Outro fator positivo é o ouro, metal nobre mais valioso do mundo, que levou investidores a buscá-lo como reserva de valor. Também é um produto de alta liquidez para quem compra, vende ou penhora.
No Brasil a Caixa Econômica Federal é detentora da modalidade com o produto Penhor Caixa, uma linha de crédito ágil, sem burocracia e com uma das menores taxas de juros do mercado. Para conseguir o empréstimo a pessoa oferece como garantia suas joias, metais nobres, utensílios e objetos não perecíveis de valor.
Em Manaus as agências Vitória Régia, Amazonas Shopping e Teatro Amazonas são as mais procuradas, portanto as de maior movimento.
Para a empresária Tânia Ferraz, a experiência com penhor inicialmente foi boa, mas virou uma armadilha quando passou a ser incorporada como renda mensal, para cobrir cartão de crédito, viagens e até mesmo para adquirir novas peças.
“Utilizar o penhor é para quem precisa de dinheiro imediato e sem burocracia. Basta entregar o bem, como garantia, e pegar o dinheiro na hora, sem análise cadastral ou avalista. Depois, basta pagar o empréstimo e pegar de volta o objeto penhorado. Com tantas vantagens eu acabei incorporando ao meu rendimento mensal e quase perdi um lote de joias da família, foi um susto”, desabafou a empresária.
Segundo o administrador Alfredo Soares, foi perda total quando em viagem enviou uma procuração para a esposa renegociar o penhor, mas faltou reconhecer a assinatura do tabelião da localidade emissora do instrumento legal, e ele viu as joias seguir para o leilão. “A garantia do empréstimo é o próprio objeto empenhado, no meu caso foram as joias num montante de R$ 55 mil à época. É fato que eu recebi pelo valor do ouro, a Caixa restituiu a diferença do contrato, mas o valor de mercado das joias e das gemas, não foi levado em conta. Muito menos, o valor sentimental que é irreparável”, lamentou.
O valor do empréstimo pode ser de até 130% do valor do bem oferecido como garantia. O resgate do bem dado como garantia poderá ser antecipado, com direito a desconto proporcional nos juros. Já o empréstimo pode ser renovado diversas vezes mediante o pagamento de encargos.

Investir em ouro

O ouro está em alta, mais uma vez vem alcançando uma valorização muito grande devendo chegar aos US$ 1.900 a onça-troy equivalente a US$ 61 o grama, o que corresponde à R$ 124/g.
Hoje, o grama do ouro foi cotado em R$ 112 pelo BM&FBovespa. Nos Estados Unidos chegou a bater à casa dos US$ 1.740,50 a onça-troy, o nível mais alto desde fevereiro deste ano. Especialistas dizem acreditar que o metal mais valioso do mundo vai ficar bem acima desse valor ainda neste ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar