Mercado de jóias projeta crescimento de 50%

Em: 10 de novembro de 2007
Empresas dos segmentos de jóias e semi-jóias apostam em elevação nas vendas deste ano atribuindo o bom desempenho a mudanças de comportamento
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Empresas dos segmentos de jóias e semi-jóias apostam em elevação nas vendas deste ano atribuindo o bom desempenho a mudanças de comportamento

O mercado de jóias de Manaus projeta uma expansão de até 50% neste ano em relação ao ano passado. As empresas que co­­mercializam semi-jóias devem­ apresentar uma expansão superior ao desempenho daquelas que comercializam as chamadas jóias preciosas. O crescimento destas, não deve­rá ultrapassar os 5%.

De acordo com o franque­a­do local da Rommanel, Geraldo de Almeida, a empresa atacadista de semi-jóias passa por um momento tão favorá­vel que a estimativa é de que o corrente ano apresente um­­ crescimento de 50% em ter­­mos de faturamento.

No que diz respeito aos fun­cionários, a expansão na re­gião Norte foi de 45,3% em re­lação a 2006, passando de 75 para 109 colaboradores. So­mente no Estado, os revendedores passaram de 9.000 para 13.500, uma expansão de 44,4%. “O mercado está fabuloso na região Norte, e aqui em Manaus especificamente, está ainda melhor.”

Amazonas ganha destaque

“Os produtos da Rommanel ficaram mais acessíveis tanto no que diz respeito aos preços quanto à quantidade de parcelas”, comentou o franqueado Geraldo de Al­meida, ressaltando que o bom momento pelo qual pas­sa o mercado joalheiro lo­cal está ligado ao aumento do poder aquisitivo do consu­midor amazonense.

Segundo o franqueado, o Amazonas permite um fa­turamento similar em to­­dos os 12 meses do ano, ao contrário de outros lugares, como é o caso do Pará, onde Almeida possui joalheria própria, a Topázio. “Em Belém, onde também tenho negócios, é como se o ano só tivesse nove meses, pois em janeiro, fevereiro e julho as pessoas costumam sair para balneários, quando nosso faturamento cai consideravelmente”, assinalou.

A Rommanel, que tem produção própria e está pre­sente em 129 países, de acordo com Almeida, apresentou ao público no ano de 2007 uma coleção com base na cultura africana, como jóias grandes e argolas para o braço. Além disso, desenvolveu um catálogo com produtos baseados na cultura amazônica.

“Temos peças com modelagem de folhas, sendo vá­rios modelos de colares e brincos. Ao todo, temos mais de 7.000 modelos”, informou. Os brincos e anéis respondem por 70% das vendas da franquia.

Para Almeida, a modelagem da Rommanel está com um nível de qualidade avançado e, em virtude disso nomeia os seus produtos de jóias mais baratas, e não semi-jóias.

Mercado de luxo avança

Com 80 lojas em todo o país, sendo cinco em Manaus, a H.Stern, uma das cinco mais importantes joalheiras em termos de prestígio no mundo, projeta um crescimento de 5% este ano sobre o desempenho do exercício anterior. Presente em 18 capitais do país, a empresa tem fabricação própria no Sudeste, onde conta com 600 ourives.

Para o representante da mar­ca no Brasil, Christian Hallot, a previsão de expansão, embora pareça tímida, é um resultado a ser comemorado, pois o mercado de luxo trabalha com resultados a longo prazo. “A economia não está como gostaríamos, mas devemos lem­brar que não produzimos hoje pensando em lucrar daqui a trin­ta dias”, disse.

Hallot explicou que há dez anos a concentração das vendas se dava no Dia das Mães, responsável por 60% do movimento da empresa, o que não era algo bom para a H-Stern. “Hoje houve uma mudança no comportamento das mulheres, sendo que elas estão comprando suas pró­prias jóias com mais regu­la­ridade, sem mais esperar por recebê-las”, assinalou.

Segundo o artesão e propri­etário da loja que leva o seu nome, Jander Cabral, a expansão no mercado das biojóias, aquelas em que se aproveitam sementes e resíduos de madeiras para misturá-los com ouro, prata e aço, deve ser de 30% em 2007 em relação ao ano anterior.

Segundo Cabral, a tendên­cia desse setor é de cres­ci­men­to, sendo o design o fator prin­cipal para se manter no mercado. A loja tem mais de 300 modelos, todos basea­dos na biodiversidade.

As peças na loja têm preços que variam de R$ 20, como os pingentes ou pulseiras de pra­to e aço, a R$ 1.800. Cerca de 70% da produção é exportada para Inglaterra, EUA e Alemanha.

“O pe

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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