O mercado de jóias de Manaus projeta uma expansão de até 50% neste ano em relação ao ano passado. As empresas que comercializam semi-jóias devem apresentar uma expansão superior ao desempenho daquelas que comercializam as chamadas jóias preciosas. O crescimento destas, não deverá ultrapassar os 5%.
De acordo com o franqueado local da Rommanel, Geraldo de Almeida, a empresa atacadista de semi-jóias passa por um momento tão favorável que a estimativa é de que o corrente ano apresente um crescimento de 50% em termos de faturamento.
No que diz respeito aos funcionários, a expansão na região Norte foi de 45,3% em relação a 2006, passando de 75 para 109 colaboradores. Somente no Estado, os revendedores passaram de 9.000 para 13.500, uma expansão de 44,4%. “O mercado está fabuloso na região Norte, e aqui em Manaus especificamente, está ainda melhor.”
Amazonas ganha destaque
“Os produtos da Rommanel ficaram mais acessíveis tanto no que diz respeito aos preços quanto à quantidade de parcelas”, comentou o franqueado Geraldo de Almeida, ressaltando que o bom momento pelo qual passa o mercado joalheiro local está ligado ao aumento do poder aquisitivo do consumidor amazonense.
Segundo o franqueado, o Amazonas permite um faturamento similar em todos os 12 meses do ano, ao contrário de outros lugares, como é o caso do Pará, onde Almeida possui joalheria própria, a Topázio. “Em Belém, onde também tenho negócios, é como se o ano só tivesse nove meses, pois em janeiro, fevereiro e julho as pessoas costumam sair para balneários, quando nosso faturamento cai consideravelmente”, assinalou.
A Rommanel, que tem produção própria e está presente em 129 países, de acordo com Almeida, apresentou ao público no ano de 2007 uma coleção com base na cultura africana, como jóias grandes e argolas para o braço. Além disso, desenvolveu um catálogo com produtos baseados na cultura amazônica.
“Temos peças com modelagem de folhas, sendo vários modelos de colares e brincos. Ao todo, temos mais de 7.000 modelos”, informou. Os brincos e anéis respondem por 70% das vendas da franquia.
Para Almeida, a modelagem da Rommanel está com um nível de qualidade avançado e, em virtude disso nomeia os seus produtos de jóias mais baratas, e não semi-jóias.
Mercado de luxo avança
Com 80 lojas em todo o país, sendo cinco em Manaus, a H.Stern, uma das cinco mais importantes joalheiras em termos de prestígio no mundo, projeta um crescimento de 5% este ano sobre o desempenho do exercício anterior. Presente em 18 capitais do país, a empresa tem fabricação própria no Sudeste, onde conta com 600 ourives.
Para o representante da marca no Brasil, Christian Hallot, a previsão de expansão, embora pareça tímida, é um resultado a ser comemorado, pois o mercado de luxo trabalha com resultados a longo prazo. “A economia não está como gostaríamos, mas devemos lembrar que não produzimos hoje pensando em lucrar daqui a trinta dias”, disse.
Hallot explicou que há dez anos a concentração das vendas se dava no Dia das Mães, responsável por 60% do movimento da empresa, o que não era algo bom para a H-Stern. “Hoje houve uma mudança no comportamento das mulheres, sendo que elas estão comprando suas próprias jóias com mais regularidade, sem mais esperar por recebê-las”, assinalou.
Segundo o artesão e proprietário da loja que leva o seu nome, Jander Cabral, a expansão no mercado das biojóias, aquelas em que se aproveitam sementes e resíduos de madeiras para misturá-los com ouro, prata e aço, deve ser de 30% em 2007 em relação ao ano anterior.
Segundo Cabral, a tendência desse setor é de crescimento, sendo o design o fator principal para se manter no mercado. A loja tem mais de 300 modelos, todos baseados na biodiversidade.
As peças na loja têm preços que variam de R$ 20, como os pingentes ou pulseiras de prato e aço, a R$ 1.800. Cerca de 70% da produção é exportada para Inglaterra, EUA e Alemanha.
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