Mercado de trabalho global aguarda estagnação

Em: 1 de julho de 2009
A retração do mercado de trabalho surge no cenário econômico mundial como uma das mais graves conseqüências da crise financeira que os países vêm enfrentando nos últimos nove meses
A retração do mercado de trabalho surge no cenário econômico mundial como uma das mais graves conseqüências da crise financeira que os países vêm enfrentando nos últimos nove meses

A retração do mercado de trabalho surge no cenário econômico mundial como uma das mais graves conseqüências da crise financeira que os países vêm enfrentando nos últimos nove meses.
Segundo pesquisa desenvolvida pela Manpower, líder no segmento de serviços em Recursos Humanos, o volume de contratações para o 3º trimestre, segundo expectativa de empregadores do mundo todo, passa por um momento de estagnação, conseqüência de redução de investimentos no período.
De acordo com o levantamento, apenas 11 dos 34 países participantes deverão sofrer alta no volume de contratações no próximo trimestre.
Ao todo, 79% dos empregadores anunciaram que não pretendem modificar o quadro de funcionários no período, enquanto 11% pensam na redução de mão-de-obra. Apenas 8% pretendem contratar entre julho e setembro. O estudo contou com a participação de 70.000 empregadores em 34 países, dentre eles Estados Unidos, França, Japão, México e Argentina.
No Brasil, que estará entre os países pesquisados no levantamento do próximo trimestre, as perspectivas se apresentam mais favoráveis, com destaque para a contratação no segmento de agronegócio, que em maio abriu cerca de 53 mil vagas, segundo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Outro setor que deverá alavancar os números gerais de empregabilidade será o da indústria de transformação, já que empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional acenam para um retorno das contratações de profissionais com carteira assinada, após cinco meses de estagnação e queda.
“Ainda que de maneira tímida, o cenário brasileiro demonstra um maior aquecimento em relação aos outros paises das Américas. Isto ocorre em função da retomada da economia mais acentuada em alguns setores”, afirmou o diretor-geral da Manpower Brasil, Augusto Costa.
Por conta de uma significativa queda das exportações e da desaceleração da produção industrial, a região da América Latina apresentou uma perspectiva de manutenção do baixo volume de contratações. Na comparação com o segundo trimestre do ano, apenas o Peru deverá apresentar um nível de empregabilidade mais elevado, com expectativa de aumentar o quadro de funcionários em 5%. Nos Estados Unidos, para o 3º semestre os empregadores esperam uma queda de 2%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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