Mesmo com grande concorrência, Drogaria Avenida se mantém firme

Em: 20 de março de 2008
Entre os negócios iniciados no setor que sobreviveram aos impactos da economia brasileira nas últimas três décadas e, ainda encontraram oportunidades para o crescimento, está a drogaria Avenida.
Entre os negócios iniciados no setor que sobreviveram aos impactos da economia brasileira nas últimas três décadas e, ainda encontraram oportunidades para o crescimento, está a drogaria Avenida.

O segmento de drogarias e farmácias é um dos mais concorridos em Manaus. Para se ter idéia de como o negócio é bom, no ano passado as vendas da indústria farmacêutica do país bateram um recorde, com a marca de US$ 9.88 bilhões até outubro, ou 10% a mais em comparação com igual período do ano anterior, de acordo com números da IMS Health, especializada no monitoramento das vendas globais da indústria farmacêutica nos países de rápido crescimento como Brasil. Entre os muitos negócios iniciados no segmento que sobreviveram aos impactos das mudanças na economia brasileira nas últimas três décadas e, ainda encontraram oportunidades para o crescimento, está a drogaria Avenida. Essa história de sucesso começou há mais de trinta anos em Manaus. O cearense Cícero José Baima Rabelo já sabia que o comércio de remédios poderia lhe gerar bons lucros. Ele chegou à capital amazonense em 1974, com apenas 20 anos de idade, tentando “fazer” a vida longe de sua cidade. Na época ele veio trabalhar como propagandista de produtos farmacêuticos. Ganhando um salário fixo, o jovem visitava diariamente consultórios médicos demonstrando os produtos de vários laboratórios do Sul do país, atividade que ainda hoje é muito comum e ajuda a indústria farmacêutica a garantir o receituário médico para as marcas nacionais. Durante dois anos Rabelo continuou como propagandista até verificar que poderia ir mais além. Aproveitando a experiência Em 1976, Cícero resolveu montar uma drogaria. Trabalhando para diversos laboratórios ficava fácil para ele adquirir os produtos. Alugou um ponto na avenida Getúlio Vargas e deu início ao negócio. Com pouco mais de um ano em um estabelecimento entre as ruas Ramos Ferreira e Leonardo Malcher, o microempresário percebeu que o ponto não era dos melhores, devido a pouca movimentação de pessoas. Mas ele já estava de olho em outro lugar, na avenida Boulevard Álvaro Maia, próximo ao cemitério São João Batista, comparativamente pior ao local onde estava e, como ele lembrou, “há 32 anos ainda com poucos moradores naquelas redondezas. Mas, próximo à sua futura nova drogaria, estava o Getúlio Vargas, na época, um dos mais procurados na cidade. Não deu outra. Nasceu assim, a drogaria Avenida, em homenagem ao local onde se localizava. Única nas imediações do hospital, a drogaria começou a receber muitos clientes. O negócio continuou dando certo, ajudado pelo crescimento da cidade para aquela ­direção. Entusiasmado, Cícero resolveu ousar, arriscando num investimento que o impulsionaria, ou acabaria completamente com o seu negócio. Para farmácias, inovação era ter de tudo um pouco Ouvindo seus clientes, o cearense verificou que faltavam vários tipos de remédios nas drogarias de Manaus, e nem as distribuidoras os possuíam, por medo de comprar e o produto encalhar. Sua idéia era comprar o pedido mínimo de cada laboratório, mas ter o máximo possível de produtos disponíveis para os seus clientes. “Eu queria que o que o cliente pedisse, tivesse na drogaria. Era um risco grande porque me endividei apostando no acerto da estratégia”. Assim ele fez e assim mais uma vez acertou. Com o tempo, como nem as distribuidoras tinham determinados produtos que somente Cícero possuía em seu estoque, outras drogarias começaram a comprar dele. “Isso fez com que o nome drogaria Avenida fosse se firmando entre os clientes como sinônimo de a drogaria onde tem tudo. Nunca fui de massificar propagandas, então acredito que o sucesso da loja se deveu à propaganda boca-a-boca, uma das melhores, senão a melhor que existe”. Estrutura ­deveria crescer Em 1979, apenas três anos depois de abrir a primeira unidade, Cícero abriu mais uma loja, no Centro da cidade, próxima ao Colégio Amazonense D. Pedro II (conhecido como Estadual), e logo depois outra, na avenida Sete de Setembro, nas imediações da catedral, também no Centro. Esta continua em funcionamento até hoje no local. “Durante uns 15 anos o Cícero manteve somente as t

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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