Com faturamento de US$ 1.360 bilhão acumulado no intervalo de janeiro a novembro do ano anterior, o setor metalúrgico do PIM (Pólo Industrial de Manaus) alcançou o melhor índice dos últimos sete anos. As indústrias do segmento tiveram crescimento de 40,13% nos primeiros onze meses de 2007, comparando ao mesmo período de 2006, quando as empresas somaram US$ 970.902 milhões.
A receita contabilizada até o décimo primeiro mês do ano passado já é superior (29,4%) ao desempenho registrado em todo o ano de 2006, que chegou a US$ 1.051 bilhão.
Após retração de 22,81% no faturamento no ano de 2002 (US$ 233.243 milhões), a metalurgia apresentou leve alta de 7,19% no seguinte (US$ 250.007 milhões). Entretanto, o significativo crescimento no histórico do desempenho das empresas metalúrgicas do pólo começou mesmo há três anos. Desde então, os negócios do setor vêm percorrendo uma linha ascendente.
No triênio compreendido entre 2004 e 2006, as receitas do segmento atingiram o somatório de US$ 389.485 milhões, US$ 670.723 milhões e US$ 1.051 bilhão com acréscimo de seqüencial de 55,79%; 72,21% e 56,77%, respectivamente.
O acréscimo nos negócios de metalurgia em Manaus tem explicação: o forte aquecimento do setor de construção civil.
O fato foi apresentado pelos executivos da área como o principal motivo do incremento nos negócios nos últimos anos, que também foram influenciados pela demanda de ampliação das fábricas da ZFM (Zona Franca de Manaus) e do pólo de construção náutica.
A Metalúrgica Magalhães registrou crescimento de 2% no faturamento no ano passado em relação a 2006. Em 2007, a empresa buscou ampliar sua carteira de clientes. “Procuramos intensificar nossa participação no mercado, focando nas obras de maior porte”, explicou o gerente financeiro, Gerson Moreira Brito.
Naútica responde por 40%
Outro fator que motivou o incremento nos negócios do setor metalúrgico foi o forte aquecimento da construção civil em Manaus no ano anterior. Segundo o executivo, este setor representa em torno de 60% da demanda, enquanto os 40% restantes vêm da construção náutica.
Já em 2008, a projeção da metalúrgica é obter alta de 5% no faturamento, comparando ao resultado alcançado no ano anterior. “O índice esperado é baseado na expansão da linha da produção e do espaço físico, que não está atendendo a elevada demanda de maneira satisfatória”, explicou Gerson Moreira Brito.
A obra de extensão da infra-estrutura da empresa, iniciada no ano passado, ainda não tem data prevista para terminar, pois a indústria espera a aprovação do pedido de financiamento do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte).
Além do fornecimento de produtos como reservatórios metálicos, chapas e barras de aço e cantoneiras, a Metalúrgica Magalhães disponibiliza ainda serviços de fabricação de estruturas metálicas em geral. Entre 2006 e 2007, a empresa prestou serviços para a Petrobras. “As obras nos reservatórios de combustíveis para termelétricas foi um dos grandes empreendimentos executados pela metalúrgica no ano passado”, explicou Brito, informando que hoje, a empresa gera 130 empregos entre diretos e indiretos.
Em outubro, a projeção do proprietário da Aço Metálica, Almir Chaves, esperava crescimento em torno de 80% do ano passado. Entretanto, a metalúrgica contabilizou efetivamente acréscimo de 40%. Nos primeiros três primeiros trimestres de 2007, a empresa teve aumento de 15% nos negócios ante ao mesmo período de 2006. “Os fatores propulsores foram a abertura do mercado, o incremento da área industrial e do segmento da construção civil”, disse o proprietário Almir Chaves.
A expectativa para este ano é continuar no mesmo ritmo.
Segundo o empresário, a projeção é registrar alta em torno de 40% em 2008. O volume de investimentos a ser aplicado neste ano para reposição de estoque ainda não foi fechado porque a empresa negocia a aprovação de financiamento. Atualmente, a Aço Metálica emprega 40 funcionários.







