Metalúrgicos querem mais 17,5%

Em: 13 de junho de 2011
Os metalúrgicos e os trabalhadores da construção civil do Amazonas ainda estão na corrida pelas melhorias salariais de 2011
Os metalúrgicos e os trabalhadores da construção civil do Amazonas ainda estão na corrida pelas melhorias salariais de 2011

Os metalúrgicos e os trabalhadores da construção civil do Amazonas ainda estão na corrida pelas melhorias salariais de 2011. A indicação das centrais nacionais é manter os ganhos obtidos no ano passado e exigir o pagamento de acordo com a subida da inflação. O Amazonas é considerado, pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), um dos Estados cujas negociações devem ocorrer de forma tranquila.
As centrais sindicais nacionais decidiram combater a ideia de que o reajuste pode contribuir com a elevação da inflação. Para garantir o ganho salarial, as entidades nacionais anunciaram para esta segunda-feira, 13, uma série de mobilizações para incentivar os trabalhadores a lutarem por aumento.
De acordo com o presidente regional da CUT e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Waldemir Santana, os operários da indústria de plástico e hotelaria já finalizaram as negociações deste ano. “Nós acompanhamos as negociações e conseguimos fechar o reajuste acima dos ganhos do ano passado, com aumento de 3% a 4%, fora a inflação”, contou.
Waldemir Santana disse que, no Amazonas, as categorias dos metalúrgicos e da construção civil ainda devem fechar as negociações em julho. “Os metalúrgicos chegam a 115 mil trabalhadores hoje e as fábricas estão em negociação. Estamos reivindicando aumento salarial de 17, 5% que equivalem 5% de aumento real, 5% de produtividade e 7,5% da inflação”,disse
Waldemir Santana considera que as negociações salariais no Amazonas, principalmente, no setor industrial, estão decorrendo como o esperado. “Aqui, no Amazonas, os setores da indústria e governo tiveram um aumento significativo. Acho que o menor índice de reajuste será no setor de comércio”, avaliou.
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil também, ainda, está na fase inicial de negociações para reajuste da categoria. “Nós tivemos a primeira reunião na quinta-feira, 9, e só na segunda-feira, 13, iremos compor a pauta e entrar num consenso sobre o valor do reajuste. Acho que só para a semana teremos essa indicação”, salientou o vice-presidente do Sintracomec, (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Manaus), Cícero Custódio.
Os trabalhadores do setor Hoteleiro estão no lucro das negociações do ano passado. A data base da categoria foi em janeiro e vale por dois anos. “Nós teremos, em setembro, a negociação apenas de cláusulas econômicas. Queremos o reajuste pelo INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] em 100% e aumento real de 7% a 8%. Nas negociações, vamos buscar o aumento do piso que hoje é de R$ 680”, concluiu o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares de Manaus, Francis Brito de Freitas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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