Metro quadrado fica 2,41% mais caro em agosto

Em: 10 de setembro de 2010
Está mais caro construir imóveis em Manaus. É o que informa o Índice Nacional da Construção Civil no Amazonas, de agosto
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Está mais caro construir imóveis em Manaus. É o que informa o Índice Nacional da Construção Civil no Amazonas, de agosto

Está mais caro construir imóveis em Manaus. É o que informa o Índice Nacional da Construção Civil no Amazonas, de agosto. Os dados coletados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Federal, mostram que é necessário desembolsar, em média, R$ 793,44 por metro quadrado, um aumento de 2,41% em relação a julho (R$ 774,76).
O levantamento levou em consideração 18 categorias de construções erguidas na capital na primeira quinzena de agosto. Todos os imóveis pesquisados ficaram mais caros. Quem precisou construir casas do tipo residencial de um pavimento, com três quartos e área de 104 metros quadrados gastou R$ 920 por área, ou seja, teve de pagar um total de R$ 95.680. A mesma construção sairia por R$ 91.668,72 em janeiro.
Segundo o presidente do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Amazonas), Eduardo Lopes, o aumento foi ocasionado pelo reajuste salarial dos trabalhadores da construção civil e pelo aumento de 3,5% do preço do cimento. “Isso não vai afetar diretamente o consumidor final, mas as grandes construtoras”, opinou.
A expansão no custo médio já está em 5% no ano, na capital. Nacionalmente, essa variação está em 5,43%. Manaus ocupa a terceira posição entre as cidades mais caras para se construir na região Norte, perdendo apenas para Boa Vista (R$ 820,34), em Roraima, e para Rio Branco (R$ 812,60), no Acre. A cidade mais barata para se construir na região é Macapá (AP). Lá é necessário pagar, entre despesas com os materiais e a mão de obra, aproximadamente R$ 713, os macaenses poupam cerca de R$ 42 em comparação ao construtor nacional.
O Brasil fechou o mês passado com um custo médio na construção de R$ 755,21 por metro quadrado, sendo R$ 426,31 relativos aos gastos com materiais e R$ 328,90 com mão de obra. A redução no ritmo de crescimento na contratação de trabalhadores foi bem mais acentuada, registrando mudança de 0,21%, ao passo que em julho havia atingido 1,06%. No ano, a alta dos materiais fechou em 3,31%, acima dos 2,91% de igual período do ano passado. A mão de obra, nesta mesma época, com taxa de 8,30%, também foi superior à registrada nos oito primeiros meses de 2009 (6,42%).

Pedreiros e pintores

Em agosto, os trabalhadores da construção civil no Estado tiveram reajuste médio de 7% e, com isso, a parcela do salário/hora aumentou. Pedreiros e pintores, que antes ganhavam R$ 3,55, agora recebem R$ 3,76. “A mudança no salário não foi como esperávamos. Queríamos um aumento de 9%”, lamentou o presidente da Sintracomec/AM (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil), Roberto Bernardes.
O presidente também destacou a demanda futura que o setor deve exigir em breve. Para ele, a construção privada é a que mais vai demandar mão de obra no mercado local para os próximos meses. “Com o inicio das obras na Arena da Amazônia [antigo Vilvadão], é esperado que se contrate de 5.000 a 6.000 trabalhadores. As funções mais procuradas são as de pedreiro, carpinteiro, ferreiro e bombeiro hidráulico”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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